Panes diárias: retrato da má gestão tucana no Metrô e na CPTM

05/10/2012

Apagão tucano nos transportes

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A CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – e o Metrô se transformaram em um retrato da má gestão tucana em São Paulo. É impressionante. Praticamente todos os dias há panes no sistema de transporte metropolitano sobre trilhos, que prejudicam diretamente milhares de trabalhadores. Só este ano, na CPTM, já foram contabilizadas mais de 120 paralisações, causadas ora problemas na tração, ora nos sistema de energia. Isto apenas denota a falta de planejamento e reflete os baixos investimentos no sistema.

Nesta quinta-feira (4/10), na Zona Leste da capital paulistana, milhares de trabalhadores tiveram dificuldades para chegar ao trabalho por causa da CPTM. O problema foi uma falha no sistema de energia da subestação de Calmon Viana que afetou o funcionamento da Linha 11 – Coral (entre as estações Guaianases e Estudantes).

Os trens passaram a circular com maior intervalo de tempo e de parada nas estações. O caos que se seguiu já é conhecido dos paulistanos (infelizmente): superlotação, revolta, indignação; e esses chamados problemas técnicos levam horas para serem solucionados.

Para o especialista Alberto Moreira Pullim, isso acontece porque a manutenção não é feita adequadamente. “Não há tempo de fazer nos trens e no sistema, porque os trens têm que operar de forma regular. Não tem tempo de parar para fazer a manutenção preventiva, esse é um problema grave”, afirma.

Aumento dos cancelamentos de viagens do metrô

As várias falhas operacionais no Metrô neste ano fizeram a empresa registrar aumento de 170% no cancelamento de viagens programadas. No mesmo período, o aumento da oferta de trens foi de 3,9%. As viagens canceladas são partidas de trens que estavam programadas e não foram feitas.

Relatório do Metrô mostra que entre janeiro e maio deste ano foram 23 falhas e aponta que as falhas, com relação a 2011 são mais graves: fizeram 496 partidas de trens serem suspensas, ante 184 no ano passado.

No ano passado, segundo o relatório, a maior parte das falhas operacionais foi decorrente de problemas, por exemplo, no sistema de tração, de sinalização das portas e de freios dos trens – ou seja, problemas ligados aos equipamentos de cada composição. Nesses casos, a saída para a empresa manter a operação é remover a composição com problemas da linha.

Neste ano, ocorreram problemas nos trens e também nos sistemas auxiliares das linhas. A pane mais grave foi a batida entre dois trens, ocorrida em 16 de maio, que deixou 30 feridos.

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