Parlamentares discutem atuação mais abrangente dos órgãos públicos de pesquisa

18/03/2014

Frente parlamentar

Foi instalada na última semana (dia 13/3), sob a coordenação do deputado Carlos Neder, a Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa e das Fundações Públicas do Estado de São Paulo.

“A frente não vai se restringir a avaliar condições de trabalho e remuneração. Queremos discutir aspectos mais abrangentes da atuação dos institutos e fundações públicos de pesquisa, a partir da reforma do Estado que está em curso”, garantiu Neder.

“O surgimento da frente vem da certeza de que não podemos ficar apenas no “não à fusão””, reforçou Alice Moura, diretora da Associação de Funcionários da Fundap. Ela leu um manifesto em defesa dos institutos e fundações, apontando que a crise atual do setor é motivada pelo “crescente descaso a que foram reduzidas as atividades dessas instituições”.

O texto criticou ainda o que considera uma lógica de mercado em relação à pesquisa e os cons¬trangimentos financeiros a que estão submetidas as instituições. Para reverter esse quadro, alerta, é preciso encarar os recursos para pesquisa como investimentos, e não como despesas.

Presidente da Associação de Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo , Joaquim Adelino de Azevedo Filho apontou como um dos problemas atuais a evasão de pesquisadores para universidades e institutos de âmbito federal, atraídos por melhores salários e condições de trabalho.

Otávio Mercadante, ex-diretor do Instituto Butantan, definiu três eixos para a atuação em defesa dos institutos e fundações de pesquisa: a autonomia administrativo-financeira, com o aumento e diversificação das fontes de receita; a constante revisão dos objetivos de cada instituto, adequando-se a suas missões contemporâneas; e o fortalecimento da carreira do pesquisador. “Também é fundamental a flexibilidade de gestão. Nada mais contrário à inventividade do pesquisador do que a ordem burocrática”, acrescentou.

O presidente da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), Ciro Correia, também trouxe apoio às atividades da frente. “Essa luta tem que ganhar corpo para reverter as perspectivas, cada vez mais fortes no aparato do Estado, de desconstruir a infraestrutura pública necessária para dar conta das demandas da sociedade”, criticou.

Também participaram do evento os deputados petistas Adriano Diogo e Antonio Mentor. Criada pelo Ato 105/2013, da Mesa Diretora, a frente vai atuar até o dia 4 de março de 2015 e contava, até o dia 19 de dezembro, com a adesão de 25 parlamentares.

fonte: Agência Alesp

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