PCC “decretou” morte de Alckmin, revela MP

11/10/2013

Presídios

O governador Geraldo Ackmin foi marcado para morrer numa conferência telefônica da cúpula do PCC – a facção criminosa Primeiro Comando da Capital. A revelação faz parte do conteúdo das investigações que levaram o Ministério Público de São Paulo, nesta sexta-feira 11, a denunciar 175 pessoas por envolvimento com o grupo. Trata-se da maior denúncia por formação de quadrilha e associação criminosa já feita no país.

Em agosto de 2011, o MP grampeou uma conversa telefônica entre presidiários que apontou a existência de uma determinação pela morte do governador tucano.

“Depois que esse governador entrou, o bagulho ficou doido mesmo. Você sabe de tudo o que aconteceu na época em que nóis decretou ele. Então, hoje em dia, secretário de Segurança Pública, secretário de Administração e o comandante dos vermes estão todos contra nóis”, disse o detento identificado como LH nas escutas telefônicas.

Presente em 22 Estados do País e em três países (Brasil, Bolívia e Paraguai), a “Família” domina 90% dos presídios de São Paulo. Fatura cerca de R$ 8 milhões por mês com o tráfico de drogas e outros R$ 2 milhões com sua loteria e com as contribuições feitas por integrantes – o faturamento anual de R$ 120 milhões a colocaria entre as 1.150 maiores empresas do País, segundo o volume de vendas. Esse número não inclui os negócios particulares dos integrantes, o que pode fazer o total arrecadado por criminosos dobrar. O detento Marcos Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola, seria o líder do grupo.

Segundo setores de inteligência do Ministério Público e da Polícia Militar a partir de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, mostram o detento considerado o principal líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, diz para um comparsa identificado como Magrelo que a criminalidade caiu no Estado por conta da ação do PCC.

“O irmão, sabe o pior que é? E que há dez anos todo mundo matava todo mundo por nada… Hoje pra matar alguém é a maior burocracia , então quer dizer, os homicídios caíram não sei quantos por cento, aí eu vejo o governador chegar lá e falar que foi ele”, afirmou Marcola.

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