Pedágios caros em SP, mesmo com sistema eletrônico

20/03/2013

Pedágios paulistas

Os parâmetros para a cobrança do Ponto a Ponto nas estradas paulistas foi o foco central abordado na reunião da Comissão de Transportes e Comunicações que recebeu a diretora geral da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), Karla Bertocco Trindade, nesta quarta-feira (20/3).

A diretora foi convidada por meio de requerimento do deputado Gerson Bittencourt para prestar esclarecimentos sobre a controvérsia entre as declarações do governador Alckmin e os parâmetros da ARTESP para a cobrança do Ponto a Ponto. Ainda em campanha eleitoral, o governador comprometeu-se com a busca de alternativas para redução dos pedágios, mas até agora nada aconteceu neste sentido.

Presentes a reunião, os deputados petistas Antonio Mentor (presidente da Comissão), José Zico Prado e Gerson Bittencourt questionaram Karla Bertocco que os sistemas de cobrança eletrônica de pedágios – Ponto a Ponto e Sem Parar – diminuem os custos operacionais das concessionárias devido à redução de mão de obra para a manutenção e construção de praças de pedágio, o que aumenta a receita e baseado nisso fica a pergunta: não deveria haver redução no custo nominal do pedágio?

Karla explicou que a tecnologia para implantação ainda é muito cara e que as concessionárias que assinaram contratos de concessão em 1997 e 1998 ainda têm um desequilíbrio financeiro no que diz respeito ao VDM – índice diário de movimentação de veículos. Nos contratos, a expectativa era de muito mais veículos trafegando diariamente nos dias atuais do que de fato ocorre. Por isso, as concessionárias alegam lucro menor do que o previsto no contrato, o que impediria de qualquer redução tarifária.

O deputado Antonio Mentor argumentou que “como isso seria possível se nos últimos anos houve um grande crescimento econômico e mesmo assim a expectativa ainda fica abaixo da projeção feita em 1998”. Ele solicitou que a Artesp apresente, em uma reunião futura, todos estes dados estatísticos para análise.

A diretora da Artesp se comprometeu a comparecer, nas próximas semanas, em nova reunião da Comissão para explicar as providências da Artesp e da Ecovias com relação ao acidente ao grave desmoronamento ocorrido na rodovia Imigrantes em fevereiro último e também sobre o detalhamento do Termo Aditivo Modificado assumido pelo governo de São Paulo e a Ecovias para obras na Baixada Santista.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *