Pesquisadores denunciam sucateamento do setor e cobram plano de carreira

10/06/2014

Estado mínimo

Pesquisadores denunciam sucateamento do setor e cobram plano de carreira

A reestruturação da carreira de pesquisadores cientistas dos Institutos e Fundações públicas, foi o eixo central do Seminário realizado na Assembleia Legislativa, promovido pelo deputado Carlos Neder, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos de Pesquisas e das Fundações Públicas de São Paulo.

Nos debates os profissionais apontaram problemas como a alta rotatividade da mão de obra, a falta de transparência e diálogo por parte do governo Alckmin na constituição do Plano Gestor de Tecnologia de Desenvolvimento, estimado a oferecer diretrizes que devem balizar o setor nos próximos 20 anos.

Os impactos dos trabalhos dos Institutos e das Fundações na sociedade, nos setores do desenvolvimento e qualidade de vida da população, foram discorridos pela presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência- SBPC, Helena Nader, que defendeu plano de carreira para os profissionais.

Na avaliação dos pesquisadores é preciso a constituição de metodologia que elenque indicadores sociais, econômicos e intelectuais para nortear a atuação do segmento.

Responsável pelo temática, a importância das carreiras, Orlando Garcia Ribeiro Filho, Presidente da Comissão Permanente do Regime do Tempo Integral – CPRTI, trouxe a informação sobre as áreas de atuação dos pesquisadores no Estado, nas secretarias de agricultura e abastecimento, saúde, meio ambiente, economia e planejamento.

Garcia reiterou a necessidade de plano de carreira para os trabalhadores do setor, que tem sofrido com evasão de profissionais da carreira pública, e relatou que neste ano, 15 pesquisadores deixaram as unidades de conservações.

O papel e os desafios das tendências e perspectativas de desenvolvimento do Estado de São Paulo, foi o tema desenvolvido por Márcio Pochmann, economista, professor da Unicamp e presidente da Fundação Perseu Abramo.

Pochmann contextualizou o desenvolvimento do capitalismo no Brasil e no mundo, mostrou que a nova dinâmica econômica global está concentrada no sistema financeiro e citou a desindustrialização de São Paulo.” Em 1970, o Estado era responsável por 40%, da indústria brasileira e hoje está em 32%.”

Na visão do pesquisador, São Paulo tem atualmente como carro chefe do setor produtivo, os segmentos agrário e financeiro. Para Porchmann o Estado deve se renovar na cadeia produtiva global, se reinventar com relação ao Brasil e provocou os pesquisadores a observarem e se conectarem com as necessidades da sociedade.

Em vários momentos os participantes protestaram contra o arrocho salarial, falta de carreira, perspectivas, além de denunciarem o quanto os institutos estão sucateados.(RM)

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