Polícia e racismo

16/08/2005 15:50:00

O julgamento dos policiais acusados do assassinato do dentista Flávio Ferreira SantAna está sendo adiado há semanas, em virtude de problemas de saúde por parte do advogado de três acusados.

Flávio, de 28 anos, e negro, foi morto no dia 03 de fevereiro de 2004, “confundido” com um homem que havia praticado assalto a um comerciante.

A versão de que Flávio estaria armado e teria reagido à prisão, foi desmentida pelo próprio comerciante. Evidenciou-se, no caso, que a morte de Flávio foi provocada por racismo dos policiais militares.

Pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, revela que 51%dos negros consultados já foram vítimas de discriminação por parte da polícia, enquanto para as pessoas que se declararam brancas, o número cai para 15%.

A pesquisa aponta, ainda, outros dados, dentre os quais destacamos:

Tratamento com grosserias e ofensas:

Negros: 18%

Brancos: 12%

Tratamento com gozações e ironias:

Negros: 13%

Brancos: 10%

A pesquisa também revela que, do total de entrevistados que sentiram-se discriminados, 69% acusam a Polícia Militar e 23% a Polícia Civil.

O racismo policial tem provocado inúmeras vítimas entre a população negra, sendo premente a necessidade de implementação de medidas concretas para coibir tais práticas, além, de assegurar-se que crimes como o que foi vítima o jovem Flávio, não permaneçam impunes.

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