População quer rebatizar estação de Faria Lima para Largo da Batata

07/10/2014

Metrô em SP

Abaixo-assinado para mudança de nome vai ao encontro de Projeto de Lei do deputado Carlos Neder

O Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, ganhou esse nome no início do século 20. De tão popular, foi oficializado pela Prefeitura de São Paulo há dois anos. Mas a estação de metrô construída embaixo do largo não foi batizada em sua homenagem. Para mudar isso, um grupo criou um abaixo-assinado na internet para alterar o nome da parada Faria Lima (Linha 4-Amarela) para Largo da Batata.

Na opinião de ativistas, a maioria moradora do entorno, o nome atual não respeita a história da região. “Largo da Batata talvez não seja considerado nome chique. Mas o metrô não precisa ter nome associado à lógica do mercado imobiliário”, diz a publicitária Fernanda Salles, uma das organizadoras da petição.

O abaixo-assinado, divulgado em setembro no Facebook pelo coletivo BatataMemo, tinha até a tarde desta segunda-feira, 6, 643 assinaturas. “A região do largo foi o segundo aldeamento da cidade. É suficientemente importante pela memória histórica e sentimental para ter o nome na estação”, diz Fernanda.

Após o coletivo procurar a Assembleia Legislativa em busca de apoio, o deputado estadual Carlos Neder (PT) criou projeto de lei sobre o assunto. Na justificativa, ele argumenta que o apelido do lugar surgiu por causa das vendas de batatas no Mercado dos Caipiras, atual Mercado Municipal de Pinheiros.

O Metrô informou que para denominar uma estação segue “critérios e conceitos específicos”. É realizado estudo toponímico, em que nomenclaturas de fácil identificação são indicadas. Depois, são feitas pesquisas de opinião. O resultado passa por aprovação da diretoria do Metrô, que oficializa o nome.

A aprovação da Estação Faria Lima ocorreu em 2007, segundo a companhia, “após realização de todas as pesquisas”. O nome Largo da Batata foi considerado no estudo toponímico. Mas, na pesquisa de opinião, “a denominação Faria Lima obteve maior número de votos”.

fonte: jornal O Estado de S. Paulo

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