Por intermediação da Comissão de Saúde, serviço de saúde mental será mantido

12/12/2012

Sob pressão

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado do PT Marcos Martins, discutiu na tarde desta terça-feira (11/12) a parceria da secretaria de Estado da Saúde com o Centro de Referência da Infância e Adolescência (Cria).

No dia 4/12, a fonoaudióloga Juliana Mori, representando o Cria, trouxe para a Comissão a notícia de fechamento iminente do serviço, que atende, de forma interdisciplinar, cerca de 250 crianças e adolescentes com diversos tipos de transtornos mentais.

Juliana, na ocasião, pediu a intercessão dos parlamentares para manter o serviço em funcionamento, que também atua na formação de profissionais. Reforçaram o pleito a psicanalista Aida Schwab, do Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo, que citou déficit no Estado de atendimento especializado no serviço público na área, e Lourdes Vieira, que relatou os progressos de seu filho, atendido pelo Cria desde 2003, e onde foi diagnosticado como autista clássico.

Na reunião desta terça-feira, o grupo voltou. Apenas com deputados petistas presentes, já que os demais não compareceram, Rosângela Elias, coordenadora do programa estadual de saúde mental, chegou com quase uma hora de atraso e afirmou que, à frente desta área há apenas uma semana, conseguiu reverter a decisão junto ao secretário da pasta e garantiu que haveria apenas ajustes na estrutura administrativa do convênio.

Questionada pelo deputado do PT Gerson Bittencourt, Rosângela afirmou que o número de profissionais e os valores do convênio serão mantidos.

Tanto a representante do Cria quanto a do Fórum agradeceram a intermediação da Comissão de Saúde nesse caso, em especial a atuação de seu presidente, deputado Marcos Martins. “Encontramos aqui um espaço de diálogo”, afirmou Juliana.

Marcos Martins lamentou a ausência do secretário.

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