Por que o Metrô pagou por reforma quase o mesmo valor que gastaria em trens novos?

18/06/2012

Desperdício do dinheiro público

Após representação encaminhada ao Ministério Público pelo deputado Simão Pedro, o promotor do Patrimônio Público Marcelo Milani instaurou inquérito para apurar os suspeitos contratos firmados pelo Metrô paulista com as empresas responsáveis pela modernização de suafrota.

Em 2009, o Metrô decidiu abrir concorrência para reformar 98 trens, alguns com mais de 30 anos de uso, ao custo total de R$ 1,75 bilhão. Ao optar pela “modernização”, em vez da aquisição de novos trens, seria natural supor que o Metrô teve uma economia considerável. Na prática, o valor de cada composição reformada equivale a 86% do preço de um trem novo.

“Não faz o menor sentido. Não precisa ser especialista para saber que é antieconômica uma reforma quando esta custa mais de 60% do valor de um bem novo”, afirma Simão Pedro. “Além disso, o Metrô fixou as taxas de câmbio quando o euro estava cotado em R$ 3,30 e o dólar, em R$ 2,20. O real acabou se valorizando e causou um prejuízo, até o momento, de cerca de R$ 40 milhões, que pode chegar a R$ 120 milhões até o fim da reforma dos trens. A companhia deveria ter feito reequilíbrio econômico-financeiro desses contratos, mas, até agora, nada.”

Leia reportagem da revista Carta Capital.

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