Prandi faz projeto de prevenção ao alcoolismo na gravidez

17/12/2007 15:56:00

Combate ao alcoolismo

Pela proposta, rótulos e campanhas publicitárias deverão estampar frase de alerta sobre os riscos da ingestão do produto, durante a gravidez, para geração de crianças com Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF). Pesquisas não apontam nível seguro de consumo

 

 

Pesquisas científicas indicam que, todos os anos, 12 mil crianças são vítimas da Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF). Em média, a cada mil nascidos vivos, 2,2 bebês apresentam o distúrbio, conseqüência direta do consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez. É exatamente com o objetivo de alertar as mulheres sobre esse risco que a deputada estadual Maria Lúcia Prandi (PT) apresentou o Projeto de Lei 1387/07.

 

Pela proposta formulada pela parlamentar, todas as bebidas alcoólicas envazadas e/ou comercializadas no Estado deverão apresentar em seus rótulos uma frase de alerta sobre os riscos do consumo do produto, em qualquer nível, durante a gestação para evitar a formação de crianças com a SAF. O mesmo alerta deverá ser explicitado em todas as campanhas publicitárias de bebidas alcoólicas.

 

“Estudo da Secretaria Estadual de Saúde aponta o crescimento do número de mulheres dependentes de álcool. Essa dependência gera várias conseqüências negativas, mas a pior delas certamente é gerar um filho com a SAF. Certamente, será uma dor carregada para toda a vida”, enfatiza a deputada Prandi. Entre 2004 e 2006, cresceu 78% o número de mulheres alcoólatras atendidas pelos Centros de Atenção Psicossocial do Estado.

 

A SAF é principal geradora de déficits mentais e causa nos bebês uma série de seqüelas, que vão comprometer sua qualidade de vida. Estes problemas podem ser físicos, mentais, neurológicos ou comportamentais. Há um déficit do crescimento antes ou após o nascimento, além de poder gerar deformidades faciais, microcefalia (cabeça pequena) e um desenvolvimento comportamental anormal.

 

 

OUTRAS CONSEQÜÊNCIAS

Além da geração de um bebê com a SAF, ao consumir álcool durante a gravidez, a mulher expõe seu filho ao outros riscos. Freqüentemente, o peso de recém-nascidos de mães que bebem durante a gravidez é inferior ao normal. Em média, os bebês expostos ao álcool durante a gestão nascem com aproximadamente 2 quilos. Enquanto os demais recém-nascidos têm cerca de 3,5 quilos. 

 

Além disso, o consumo de álcool durante a gravidez praticamente dobra o risco de aborto, especialmente quando o consumo é exagerado. “Porém, é fundamental destacar que a Ciência ainda não identificou níveis seguros de ingestão de álcool durante a gravidez. Daí a necessidade de uma completa abstenção nesse período. Isto reforça a necessidade de um alerta explícito às mulheres sobre os riscos a que estão submetendo seus filhos”.

 

 

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