Presidente da CPTM depõe sobre esquema de corrupção em SP

10/09/2013

Nesta quarta

O presidente da CPTM, Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira, depõe nesta quarta-feira (11/9), em reunião da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa, para prestar esclarecimentos sobre o pagamento de propinas e formação de cartel nas licitações da companhia.

O convite partiu de requerimentos apresentados pelos deputados do PT. O presidente da Comissão de Infraestrutura, deputado estadual Alencar Santana Braga, qualifica como muito importante o depoimento do presidente CPTM, mas o deputado admite que só comissão não é suficiente, e reforça a necessidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para a investigação mais apurada dos fatos. “O poder que esta Casa tem, de fato, pode ser exercido através de uma CPI. A comissão pode fazer determinada apuração, um acompanhamento, mas não tem o poder de investigação das autoridades policiais que uma CPI tem. Há muita coisa que precisa ser esclarecida, detalhes de eventuais contratos”, afirma Alencar.

No dia 24 de setembro, será ouvido Jurandir Fernandes, secretário estadual de Transportes Metropolitanos. No último dia 4, o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, compareceu à Assembleia e ao ser questionado sobre os contratos do Metrô com a multinacional Siemens, que admitiu fraude nas licitações com a companhia, Pacheco defendeu que não há motivos para rompê-los. “Do ponto de vista da companhia não há nenhum fato que possa levar a companhia a uma ação qualquer de interrupção desses contratos”, afirmou.

PT insiste na CPI

A Bancada do PT tenta, pela quinta vez, instalar a CPI na Assembleia Legislativa, mas a base de apoio ao governador Geraldo Alckmin barra todas as tentativas. O requerimento de instalação da CPI já conta com 27 assinaturas, das quais apenas uma é de um deputado da situação. São necessárias 32 assinaturas para que a comissão passe a funcionar.

“Faltam cinco assinaturas, esperamos que mais deputados assinem, porque hoje está mais do que clara a necessidade de uma CPI. A dificuldade é que a bancada de oposição é minoria e a bancada da situação não quer assinar. Só um deputado de situação, do DEM, assinou”, afirmou o deputado Alencar.

*com informações do PT Alesp e Rede Brasil Atual

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