Presidente da EMTU é cobrado pelas obras atrasadas na área de transportes

17/09/2013

PT questiona

Crédito: PT Alesp

A Comissão de Transportes ouviu, nesta terça-feira (17/9), Joaquim Lopes da Silva Júnior, diretor-presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP).

Por iniciativa dos deputados Alencar Santana Braga e Gerson Bittencourt, Joaquim foi convidado para prestar esclarecimentos acerca dos reajustes das tarifas de ônibus definidos pela empresa, em virtude da diferença em relação aos índices definidos pelo Metrô e pela CPTM.

Também foi alvo de questionamento dos deputados petistas a variação tarifária entre as linhas administradas pela EMTU como, por exemplo, a linha de transporte do Corredor ABD (Santo André – São Bernardo do Campo – Diadema), que teve reajuste acima da média.

Após a exposição inicial do presidente da EMTU, o deputado Alencar lembrou das manifestações de junho, quando os governos ouviram as ruas. “Planilhas não ouvem a população e essa exposição é só uma planilha. Quem olha, pensa que está correta, porque cada um tem sua justificativa”, disse o deputado, que seguiu questionando os preços diferentes para linhas que rodam a mesma quilometragem em regiões distintas. “Por que o Corredor ABD teve aumento superior se essa linha carrega mais passageiros?”

Alencar ainda perguntou sobre o Bilhete Único Metropolitano. Em São Paulo, em apenas quatro anos, a ex-prefeita Marta Suplicy conseguiu fazer numa frota muito maior (a maior do mundo) do que a gerenciada pela EMTU e com muito mais passageiros (mais de nove milhões diariamente). “Quanto enfim teremos em todas as regiões metropolitanas um bilhete com integração física e tarifária que garanta ao usuário modicidade na passagem?”, questionou o deputado.

Obras atrasadas também estiveram na pauta da reunião, como o VLT de Santos, que estava previsto para entrar em operação até 2007, no PPA do governador Geraldo Alckmin 2004-2011 e, depois, foi prometido para até 2011, no PPA 2008-2011, do então governador José Serra. Só recentemente as obras foram licitadas, como disse a deputada Beth Sahão.

Os corredores de ônibus Guarulhos/ capital e Noroeste de Campinas foram cobrados por Gerson Bittencourt.

Joaquim Lopes argumentou que houve problemas nas licitações e nos licenciamentos das obras e lançou outros prazos para entrega das mesmas. Ele informou também sobre a primeira parceria do governo do Estado com o prefeito da capital, Fernando Haddad, na construção do Corredor Perimental Leste, situado na Jacu Pêssego, e elogiou a celeridade no acordo.

Quanto aos financiamentos das obras, o presidente da EMTU disse que já teve a liberação dos empréstimos do governo federal, aprovados pela Assembleia. “O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal já liberaram R$ 180 milhões para o VLT da Baixada”, explicou.

Já sobre os subsídios para a gratuidade das tarifas dos ônibus intermunicipais, Lopes foi evasivo na resposta aos deputados.

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