Presidente da Fundação Casa vai prestar esclarecimentos

02/09/2013

Direitos Humanos

A Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Adriano Diogo, vai ouvir nesta terça-feira (3/9), às 14h, no auditório Teotônio Vilela, a presidente da Fundação CASA, Berenice Maria Gianella, sobre para falar sobre denúncia de espancamento de menores na unidade João do Pulo do Complexo Vila Maria da entidade.

Também serão convidados para vir à comissão falar sobre o caso Wagner Pereira da Silva, diretor da Unidade, Edson Francisco da Silva, coordenador de equipe, Maurício Mesquita Hilário e José Juvêncio, agente na Unidade João do Pulo.

Deputados fizeram diligência na Fundação Casa

Na manhã da terça-feira (22/8), os deputados Adriano Diogo, Beth Sahão e Rita Passos, da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, realizaram uma diligência na unidade João do Pulo do Complexo Vila Maria da Fundação Casa, na capital.

A intenção foi verificar de perto as condições com que os internos vivem e as condições de trabalho dos funcionários, após as cenas exibidas pelo programa Fantástico (19/8), onde funcionários aparecem espancando internos.

“Nossa intenção era fazer uma visita surpresa, mas infelizmente a presidência da Fundação Casa foi avisada e estava lá para nos receber. Desta forma, acabou sendo uma visita monitorada”, explica a deputada petista Beth Sahão.

Os deputados percorreram os vários ambientes do interior do local, acompanhados pela presidente da Fundação Casa, Berenice Gianella, e membros da diretoria da unidade. Também puderam conversar com alguns internos e funcionários.

Beth explica que “fomos lá para observar e o que vimos é que faltam atividades esportivas, educativas e culturais. Estes adolescentes precisam de atividades para dar vazão às suas energias. E o que vimos foram jogos de dama e dominó, algumas bolas velhas e quatro ou cinco computadores empoeirados”.

Ainda, segundo a deputada, “não vamos deixar os casos de tortura permanecer impune. Se nada for feito a tempo, esses adolescentes infratores sairão da Fundação ainda mais violentos e revoltados do que quando chegaram. É preciso dar uma basta na escola do crime em SP”.

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