Presidente da Sabesp afirma que foi correta a atitude de não investir em obras contra a crise da água

11/06/2015

Falta de planejamento

Para o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, se um técnico, em 2013, tivesse optado pelo início de obras que evitassem uma crise hídrica, ele teria que responder por isso. “Significaria realocar recursos para algo que não era esperado na época”, defendeu Kelman.

A afirmação foi duramente criticada por deputados do PT presentes na reunião da Comissão de Infraestrutura, que aconteceu nesta quarta-feira (10/6), que a qualificaram como falta de planejamento.

O deputado Luiz Fernando Teixeira lembrou que a antecessora de Kelman, Dilma Pena, já havia alertado o governador Geraldo Alckmin sobre a crise hídrica, que, por sua vez, nada fez. “É uma questão política”, disse Luiz Fernando.

Kelman se limitou a dizer que “não acredita” num cenário pessimista com relação às chuvas e que, “se as obras forem concluídas, não haverá rodízio de água”. Mais uma vez afirmou que não há racionamento no Estado, apenas “diminuição da pressão”, que afetaria apenas a população que mora em lugares mais altos.

Deputados citaram várias reportagens que mostram bairros que ficam até seis dias sem água. O deputado Alencar Santana Braga, presidente da Comissão de Infraestrutura e autor do requerimento que convidava Kelman para a reunião, criticou as informações contraditórias que o governo e Sabesp passam para a população.

Outro tema bastante questionado pelos petistas foi a diminuição no fornecimento de água às cidades de Santo André, Mauá e Guarulhos, que compram água da Sabesp no atacado. Vale destacar que as três são administradas pelo PT. O deputado Professor Auriel disse que Guarulhos vive uma situação muito difícil.

Outras perguntas importantes foram levantadas por deputados do PT como a possibilidade de contaminação da água em caso de rodízio levantada inclusive por kelman, contratações emergências sem que seja decretado estado de emergência, a falta de transparência principalmente durante o processo eleitoral e a ocupação da Sabesp pelo exército para uma simulação de momento de crise.

Kelman não teve a oportunidade de responder a esses questionamentos, já que governistas, numa manobra, pediram o encerramento da reunião por falta de quórum. O deputado Alencar solicitou a Kelman que enviasse as respostas por e-mail. Também participaram da reunião os deputados Ana do Carmo, Marcia Lia, Marcos Martins e Geraldo Cruz. (FF)

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