Presidente da Sabesp demonstra desconhecimento sobre problema de água em SP

11/04/2014

Má gestão

Presidente da Sabesp demonstra desconhecimento sobre problema de água em SP

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, demonstrou que não leu ou não estudou todos os documentos que recomendavam obras alternativas para garantir o abastecimento de água nas regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo.

A outorga de renovação do Sistema Cantareira (portaria DAEE, numero 1213, de 6 de agosto de 2004), já recomendava há 10 anos que a Sabesp deveria fazer estudos e projetos para reduzir a dependência do sistema Cantareira.

No próprio Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos da Macro Metrópole Paulista, que foi encomendado pelo governo do Estado em 2008, já havia também indicação da realização de obras necessárias para evitar o desabastecimento.

Estudo encomendado em 2009 pela Bacia Hidrográfica do Alto Tiete, feito pela USP, reforçou a necessidade de se fazer as duas barragens, Pedreira e Duas Pontes, para o PCJ (Região de Piracicaba, Capivari e Jundiaí), a implantação do Sistema São Lourenço e a captação de água do braço Rio Pequeno (anunciada somente esta semana pelo governador Geraldo Alckmin).

O Sistema São Lourenço, visitado hoje pelo governador, deveria ter ficado pronto em 2012 e agora está programado somente para 2018. Vale ressaltar ainda que embora o estardalhaço do “início” das obras do São Lourenço, o governo não conta sequer com licença de instalação da Cetesb.

A prepotência da presidência da Sabesp é assustadora e explica porque o governo não consegue sequer fazer os estudos recomendados, o que se dirá das obras.

Emidio de Souza, presidente estadual do PT-SP

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