Presidente da Sabesp não explica denúncias de contratos fraudulentos

18/08/2011 16:54:00

Fugindo das respostas

 

Genéricas e evasivas foram as respostas da presidente da Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Dilma Pena, aos questionamentos dos deputados do PT, nesta quarta-feira (18/8), em reunião conjunta das comissões de Infraestrutura e Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa de São Paulo. A reunião foi presidida pelo deputado José Zico Prado.

Os petistas Simão Pedro, João Antonio, Luiz Moura, Isac Reis, Alencar Santana e Geraldo Cruz questionaram a presidente da estatal sobre as denúncias de irregularidades em contratos com empresas ligadas ao escândalo de Campinas e se a empresa está investigando o caso. Dilma classificou como “ilações” as reportagens publicadas pelos jornais sobre negócios milionários com firmas de ex-dirigentes e disse que a Sabesp e seus contratos passam por diversas auditorias, internas e externas.

Presidente da Sabesp evita a imprensa

Dilma Pena evitou a imprensa e, ao final do encontro na Assembleia paulista, contou com “cordão de isolamento” de assessores para não falar com a imprensa.

Nas últimas semanas, o Jornal da Tarde revelou que a estatal mantém contratos milionários com duas empresas de ex-dirigentes – Umberto Semeghini (Gerentec) e Nilton Seuaciuc (Vitalux) – e com uma consultoria do marido de uma assessora da Sabesp. A estatal nega irregularidades nos contratos.

Além disso, divulgou escutas do Ministério Público nos quais os empresários Gregório Cerveira, da Hydrax, e Luiz Arnaldo Mayer, da Saenge, mostram-se preocupados com seus “negócios” com a Sabesp. Mayer chegou a citar o nome de agentes públicos que estariam “intercedendo” em seus contratos com a estatal.

Houve tensão apenas quando o petista João Antônio questionou os contratos firmados com empresas de José Carlos Cepera – preso em Campinas. “Discordo do uso da palavra fraude”, disse Dilma. Sobre as relações da estatal com empresas de ex-diretores, ela afirmou que “são ilações publicadas em jornais”. “Todas sem nada concreto.”

Petistas cobram investigação das denúncias

Em julho último, os deputados João Paulo Rillo, líder da Minoria na Assembleia Legislativa de São Paulo, e Luiz Cláudio Marcolino, vice-líder da Bancada do PT, protocolaram duas representações no Ministério Público Estadual pedindo a investigação e explicações sobre contratos da Sabesp feitos com empresas ligadas ao empresário Gregório Wanderlei Cerveira – preso em 20 de maio por suposto envolvimento em contratos fraudulentos na empresa de saneamento de Campinas, a Sanasa.

Nas representações, os parlamentares pedem a apuração de indícios de improbidade e crimes em contratos que somam o montante de R$ 58 milhões.

*com informações do Jornal da Tarde

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