Prisões paulistas estão cada vez mais superlotadas e governo tucano não se manifesta

18/10/2010 14:12:00

Superlotação

 

Dados do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) mostram que o sistema penitenciário paulista, o maior do país, atingiu em junho uma população total de 173.060 detentos.

Pelos dados oficiais, as prisões paulistas foram construídas para abrigar 100.593 pessoas. Isso significa que, no Estado, existem 72,5 mil presos além da capacidade normal –que inclui homens e mulheres, nas penitenciárias e nas cadeias públicas.

Em relação ao levantamento anterior, do final de 2009, o sistema recebeu mais 9.000 presos. Na época, o Estado tinha uma população carcerária de 163.915 detentos, mas o número de vagas era maior, 101.774 –deficit chegava a 62.141 lugares.

No país, segundo os dados oficiais, há 299.587 vagas para uma população carcerária de 494.237 pessoas. O deficit é de 194.650 vagas –65%.

Os dados do Depen, órgão do Ministério da Justiça, são fornecidos pelos próprios Estados e disponibilizados à população a cada semestre.

Em São Paulo, para acabar com o problema –uma taxa de 72,04% a mais de detentos em relação ao número de vagas–, seria necessária a construção de 103 presídios com 700 vagas cada um, a um custo de R$ 3 bilhões.

Para o advogado Matheus Guimarães Cury, vice-presidente do Conselho Penitenciário do Estado de SP, a superlotação recorde é péssima para presos e população. Para ele, isso só agrava a falta de controle do Estado e acaba com a possibilidade de ressocialização dos presos.

Governo não se manifesta

Questionado pela reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o governo de São Paulo não comentou os novos números disponibilizados pelo Depen. 

Em maio, o governo tucano apontou a resistência de prefeitos como um dos problemas para a construção de presídios.

Na época, o governo informou haver cerca de R$ 1,5 bilhão para a construção de novas 49 unidades prisionais.

*com informações do jornal Folha de S. Paulo e Agora

 

 

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