Problema na CPTM causa tumulto e cinco pessoas ficam feridas

15/09/2010 16:54:00

Caos no transporte

 

Com informações do site do PT-SP

Um problema na tração causou a parada de um trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que estava na estação José Bonifácio, zona leste de São Paulo, por volta das 6h30 desta quarta-feira (15).

Por motivos de segurança, a estação Guaianases permaneceu fechada por 45 minutos, o que gerou tumulto entre os usuários e resultou em cinco pessoas feridas. Segundo a Companhia, a normalização do trajeto ocorreu três horas mais tarde, por volta das 9h30.

A Linha 11-Coral liga o distrito de Guainases ao bairro da Luz, no centro da capital, e a estação Guaianases recebe uma média de 47,5 mil usuários por dia. No momento do problema, horário de pico do fluxo, a circulação de trens entre as estações Corinthians-Itaquera e Guaianases foi realizada por uma única via.

Em nota, a CPTM disse que a “ocorrência provocou maior intervalo entre as composições e maior tempo de parada nas estações”.

O acúmulo de passageiros nas plataformas fez com que a administração interditasse a entrada da estação, causando a revolta de muitos que se espremiam do lado de fora das catracas. Mas a tensão começou quando um grupo de usuários partiu para o conflito com policiais ferroviários e funcionários da CPTM que tentavam conter a multidão.

As janelas da estação foram apedrejadas e cinco rojões lançados para dentro da estação Guaianases, ferindo levemente quatro agentes de segurança e um vigilante. A Polícia Militar foi acionada para controlar o tumulto.

Essa é a segunda pane em pouco mais de um mês nessa linha. No dia 10 de agosto, cerca de 70 mil usuários foram prejudicados por uma falha que comprometeu a circulação dos trens por sete horas e ainda afetou o funcionamento do Metrô.

Ao portal R7, os passageiros reclamam que atraso e superlotação acontecem todos os dias nas estações da CPTM. “Não sei o que eles fazem porque atrasa direto”, disse um usuário. A reportagem, também consultou o presidente da CPTM, Sérgio Avelleda, que afirmou: “O sistema está superlotado. Nunca negamos isso, mas estamos trabalhando para diminuir esse desconforto”.

A linha 11 – Coral (Luz/Estudantes), nos horários de pico, transporta mais de 10 passageiros por metro quadrado, enquanto o padrão mundial é de quatro pessoas por metro quadrado.

Sem investimentos

O Plano de Expansão prometido pelos tucanos para o final de 2010 só existe na propaganda. Na prática, a CPTM parou no tempo. Durante o governo Alckmin, o valor orçado para investimentos (obras e compra de equipamentos permanentes, como novos trens) foi de R$ 1,16 bilhão. Mas só R$ 1,02 bilhão foram realmente aplicados. Ou seja, R$ 140 milhões (-12%) deixaram de ser investidos.

Em valores corrigidos pelo IGP-DI, em 2003 o governo Alckmin gastou R$ 510 milhões com transporte ferroviário. Em 2006, foram gastos apenas R$ 141 milhões, o que significa uma queda de R$ 369 milhões (-72%).

No governo de José Serra, a situação de abandono da CPTM prosseguiu. Na linha 12, por exemplo, estava previsto o gasto de R$ 395,5 milhões, entre os anos de 2007 e 2009, mas foram aplicados R$ 208,8 milhões, apenas 52,1% do que estava previsto no Orçamento.

A ‘economia’ com a modernização e a expansão da oferta de trens é ainda maior na Linha Luz –Jundiaí, que teve apenas 51,68% do investimento previsto para os últimos três anos. Já a prometida modernização da linha 8 – Diamante (Júlio Prestes / Itapevi) até Amador Bueno não saiu do papel.

Não é à toa que os serviços da CPTM são reprovados por metade dos usuários, de acordo com a pesquisa ANTP de 2009. Apesar da propaganda, está longe de alcançar “o nível de metrô de superfície”.

 

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