Professores cobram uma carreira de fato

29/05/2013

Educação

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Professores cobram de secretário uma carreira de fato

Correção salarial dos trabalhadores da educação, violência nas escolas, falta de professores, descaso com os aposentados e má gestão foram questões centrais abordadas por deputados e representantes de entidades com o secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, em audiência pública realizada nesta quarta-feira (29/5), pela Comissão de Educação, presidida pelo deputado João Paulo Rillo.

Representante os professores, a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, explicou que “a educação não pode acontecer apesar dos professores do Estado, mas sim que precisa acontecer com os professores”, fazendo menção a necessidade das reivindicações da categoria serem atendidas. Ele ressaltou que após a greve dos professores da rede estadual, entre os dias 19 de abril e 10 de maio, estão sendo realizadas rodadas de negociações com o governo do Estado para assegurar reajuste salarial. Entretanto, ela solicitou ao secretário para que continue as negociações com relação aos pagamentos dos dias parados e que “há muitos outros pontos para serem aperfeiçoados, como a estruturação de uma carreira de fato”.

O secretário garantiu que as negociações para o pagamento dos dias parados bem como as possíveis formas de reposição das aulas irão continuar.

O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, Fábio Moraes, também ressaltou que a questão salarial é extremamente injusta com os professores da rede do Estado e é que preciso a valorização da carreira.

A deputada Telma de Souza cobrou posicionamento do secretário com relação à desocupação da Escola Estadual Cleóbulo Amazonas Duarte, localizada na cidade de Santos, para abrigar a Diretoria de Ensino Regional, e sobre graves episódios que estariam ocorrendo na Diretoria de Ensino Regional de Catanduva, consistentes em designações e nomeações irregulares de servidores para os cargos administrativos, assédio moral e perseguição política.

O secretário Herman respondeu que iria verificar o que de fato está acontecendo com relação a estas denúncias.

Já o deputado Carlos Neder indagou ao secretário sobre quais são as diretrizes para a reforma para uma gestão democrática e participativa na Educação, de forma que os Conselhos realmente pudessem participar nas definições de políticas.

Neder também abordou as frequentes ocorrências de violência nas escolas, exemplificando que, em 2010, o governo do Estado contabilizou casos de violência em 62% das escolas e, no entanto, não há uma política pública que envolva a toda comunidade para o enfrentamento dessa questão.

“Não estou tranquilo com relação a violência”, afirmou Herman Voorwald, mas não apresentou nenhuma proposta consistente para a questão.

No final da audiência pública, Maria dos Anjos, mãe de um aluno de escola do Jardim Ângela, disse que “a violência hoje é resultado do descaso em que o governo deixou a escola pública.” Para o secretário Voorwald, esse problema “não será resolvido apenas com educação. O ensino hoje em dia foi universalizado, e isso colocou na escola quem não quer. Se os meninos não querem estar lá, não adianta. As famílias também não dão princípios nem valor à educação, por isso temos também de trabalhar com elas”.

A audiência na Assembleia Legislativa paulista contou com a participação de mais de 300 pessoas.

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