Professores estaduais seguem em greve por equiparação salarial

17/03/2015

Greve

Após assembleia que decretou paralisação por tempo indeterminado de professores estaduais na última sexta-feira (13/3), a semana começou com intensa mobilização em diversas escolas da rede. Nesta segunda-feira (16/3), comandos de greve visitaram instituições de ensino do Estado para conversar com docentes e estudantes sobre os motivos que levaram à paralisação e ampliar a adesão ao movimento.

Entre as principais reivindicações da categoria estão o aumento de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior e implantação integral da jornada do piso. Levantamento preliminar da Apeoesp, o sindicato dos professores, estima que 20% dos educadores cruzaram os braços no Estado.

No ABCD, integrantes das subsedes se mostraram otimistas. “Não temos um balanço total porque a cidade tem 71 escolas estaduais e ainda não conseguimos ir em todas, mas pelas nossas projeções já temos 35% de paralisações”, avaliou Aldo Santos, da subsede de São Bernardo.

Assembleia

Na sexta-feira haverá nova assembleia da categoria no vão do Masp (Museu de Artes de São Paulo).

André Sapanos, diretor estadual da Apeoesp, afirmou que a adesão à greve também teve saldo positivo em Mauá. “Fizemos visitas em escolas de manhã e à tarde para conversar com professores, alunos e pais, e estamos sentindo que a adesão está muito boa”. As subsedes da Região marcaram assembleia para a próxima quinta-feira (19/3), para avaliar o andamento da paralisação.

Em nota, a Secretaria de Educação do Estado afirmou que não há registro de comprometimento das atividades escolares nesta segunda-feira e que “acredita que a decisão de um dos sindicatos de professores, a Apeoesp, não representa os mais de 230 mil professores da rede”. Já a Apeoesp critica a falta de abertura de um processo de negociação com a categoria.

Fonte: jornal ABCD Maior

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