Professores não aceitam resolução do governo do Estado que divide as férias

16/11/2011

Protestos

A resolução 44/11 da secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que fracionou as férias de professores da rede em duas quinzenas, foi tema de debate realizado pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa na tarde desta quarta-feira (16/11).

O debate foi coordenado pelo presidente da Comissão, o deputado do PT Simão Pedro, e estiveram presentes representantes de diversas entidades de classe, que se mostraram veementemente contrários à resolução.

A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, classificou a atitude do governo do Estado como “ uma afronta” aos professores. “Não fomos consultados. Quando nossa posição vai valer?”
A partir de agora, os docentes vão ser obrigados a tirar 15 dias em janeiro e 15 em julho. A medida entra em vigor no ano que vem.

Pela regra anterior, os professores saíam de férias por 30 dias corridos somente em janeiro e tinham um recesso no mês de julho.

Muitos dos presentes falaram sobre o direito do trabalhador de ter 30 dias corridos de férias. Para eles, 15 dias não são suficientes para o descanso que o professor necessita. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a profissão de professor é a segunda mais desgastante do mundo, perdendo apenas para os mineiros que trabalham durante vários dias dentro de minas.

O professor Guido citou as escolas que hoje apresentam graves problemas de estrutura e que, por isso, deixam de funcionar, já que o governo não toma providências. “A secretaria de Educação tem demandas concretas, mas opta por atacar a categoria.

As entidades querem que a secretaria revogue a resolução ou que faça a atribuição de aulas, pelo menos dos efetivos, em dezembro, outra reivindicação da categoria

Nenhum representante da secretaria de Educação compareceu ao debate. Em ofício enviado à Comissão, o secretário Herman Voorwald afirma que estará na Assembleia no dia 30 de novembro para a prestação de contas e que, na ocasião, abordará o tema.

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