Professores reclamam o básico: negociar reajuste salarial com o governo

09/08/2005 17:50:00

A Comissão de Educação da Assembléia, presidida por Maria Lúcia Prandi, realizou, em 09/08, por solicitação das entidades que representam os profissionais do setor no Estado, audiência pública para discutir a campanha salarial das categorias. Mais de 500 pessoas participaram do debate.

Palmiro Mennucci, presidente do CPP – Centro do Professorado Paulista, disse que Gabriel Chalita, secretário da Educação, em maio, no início das negociações, garantiu que até 15/06 seria enviado projeto à Assembléia para o reajuste. “Até agora, o governo só empurrou a questão com a barriga, já que não há nada de concreto, somente as promessas. Com a pressão desta Comissão e da Assembléia em geral, vai ser difícil o governo continuar ignorando a questão”, avaliou. Carlos Ramiro, presidente da Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial, pleiteou que a Comissão intermedeie uma audiência com o governador Geraldo Alckmin. Maria Lúcia garantiu que levará a reivindicação ao presidente e aos líderes dos partidos representados na Assembléia, além de formalizar o pedido através de moção. “Não é possível que a questão seja sempre debatida com o secretário do secretário do secretário, que nada decide e repassa o pleito adiante”, afirmou a presidente da Comissão.

Renato Simões, líder da Bancada petista na Assembléia, convidou os presentes a participarem, nesta quarta-feira, 10/08, da audiência que discutirá o veto do governador às emendas da LDO que indicam aumento dos recursos para a Educação (leia a nota abaixo). “Se todos os que votaram pela aprovação da emenda forem favoráveis à derrubada do veto, venceremos esta batalha. Amanhã, também lembraremos os 10 anos da morte de Florestan Fernandes. Vamos honrar a memória dele neste ato. Em relação ao aumento salarial reivindicado pelo funcionalismo, sabemos que o governo tem R$ 2 bilhões para conceder os reajustes até atingir o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Acredito que negar o aumento aos servidores seja uma política deliberada deste governo”, analisou o líder. Hamilton Pereira, vice-presidente da Comissão de Relações do Trabalho, Roberto Felício e Sebastião Almeida também participaram da reunião.

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