Promotor da Operação Alba Branca afirma suspeita participação de agentes do Estado em de lavagem de dinheiro

13/09/2016

CPI DA MÁFIA DA MERENDA

Crédito: Kátia Passos

Leonardo Romanelli, primeiro participante da oitiva da CPI da Merenda

Na manhã de hoje, 13/09, teve início na Assembleia a 9ª reunião da CPI da Merenda. O primeiro participante da oitiva foi o promotor de Brodowsky, Leonardo Leonel Romanelli. Entre tentativas de relatar questões sobre o esquema da máfia da merenda e sendo alvo de ataques da bancada governista, o promotor, que conduziu a Operação Alba Branca, reforçou em diversos momentos que agentes públicos foram citados por depoentes envolvidos em todas fases da operação.

Embora Romanelli tenha sido solícito na prestação de informações sobre o processo em suas duas fases já realizadas e sobre a que está para ser realizada, em diversos momentos o promotor foi criticado e atacado pela bancada governista, que insistiu em tomar tempo da reunião questionando sua competência/integridade em conduzir o processo.

“A tentativa tem sido recorrente nesta comissão de desqualificar a fala dos que vem aqui. Há uma tentativa clara”, colocou a deputada Beth Sahão.

Em seguida, a deputada perguntou ao promotor sobre o fato de alguns integrantes da COAF terem sido detidos com montantes elevados de dinheiro, como R$80 mil, R$120 mil. Questionou se isso não caracterizava uma irregularidade.

A resposta do promotor foi positiva e Romanelli disse ainda que o fato caracteriza suspeita de lavagem de dinheiro, peculato e corrupção ativa por meio de contratos do governo com o poder pública.

A Bancada do PT, por meio da Beth Sahão, requereu então que a CPI enviasse ofício ao Tribunal de Justiça a fim de que a Polícia Federal venha acompanhar a investigação e os indícios de lavagem de dinheiro, peculato e corrupção ativa no esquema que contou com participação de agentes públicos e políticos.

Uma das perguntas reiteradamente feitas pelos deputados da Bancada petista ao promotor foi sobre a menção de agentes públicos na máfia da merenda pelos depoentes já ouvidos. Em todas as respostas Romanelli disse que sim, que agentes públicos foram citados na primeira fase da operação, que investigou membros da COAF e na segunda fase da operação, que lobistas que intermediavam contatos dos agentes públicos e empresários. A terceira fase, já anunciou Romanelli, pretende investigar diretamente os agentes públicos.
Deputados da bancada do PT compareceram em peso na 9ª reunião da CPI da Merenda. Estiveram presentes: o deputado estadual Alencar Santana Braga, único membro representante da oposição na CPI, José Zico Prado, líder da Bancada, Ana do Carmo, Beth Sahão, Márcia Lia e Luiz Turco.

Marina Moura

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