Protesto contra privatização da TV Cultura

09/04/2012

Segunda-feira

Novo protesto contra privatização da TV Cultura em frente à emissora

Após um ato que reuniu comunicadores, sindicalistas, artistas e parlamentares no último dia 3 de abril, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, os manifestantes decidiram realizar um novo protesto, agora na frente a sede da TV Cultura, na segunda-feira, dia 16, a partir das 10 horas. O objetivo é denunicar o espaço que a TV pública vem cedendo para empresas privadas, como a Folha de S. Paulo e a Veja.

Os manifestantes também lutam contra as demissões em massa na emissora, a extinção de programas consagrados como o Vitrine, o Zoom e o Grandes Momentos do Esporte, além do sucateamento da estrutura da Cultura.

O deputado Simão Pedro, presidente da comissão e também membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, lembrou que a política de desmonte da Cultura se assenta nos recursos concedidos pelo governo. “Enquanto o governo direciona cada vez menos recursos, o orçamento vindo do setor privado cresce, o que cria o déficit que se tem hoje”, disse. Resultado disso, segundo o deputado, é que a “corda arrebenta para o lado mais fraco” – os trabalhadores.

Dia 16: eleição do novo presidente

A data do novo protesto não foi escolhida ao acaso. É no dia 16 que o conselho curador da Fundação Padre Anchieta, que dirige a TV Cultura, elegerá seu novo presidente.

O advogado e jornalista Moacyr Expedito, que ocupava o cargo, renunciou na semana passada, um ano antes do término de seu mandato. A fundação tem como atual presidente o economista João Sayad, responsável por trazer as empresas privadas para dentro da emissora estatal. Segundo ele, Folha e Veja iriam “trazer mais qualidade à programação”. Ele também já afirmou que não pretendia investir no canal. Até agora já houve mais de mil demitidos nos quadros de funcionários da TV Cultura.

Além do ato no dia 16, os manifestantes, que participam de entidades como Intervozes, CUT, FNDC e Sindicato dos Jornalistas, entre outras, farão pressão na Assembleia Legislativa para que uma audiência pública discuta a questão.

*com informações do site Carta Maior

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.