PT paulista define estratégias para enfrentar governo Serra

12/04/2007 16:50:00

Crédito:

Paulo Frateschi,Angélica,Edilson, Paulo Fiorillo e Simão Pedro

Cerca de 200 pessoas participaram do Seminário 100 Dias do Desgoverno Serra, promovido pelo Diretório estadual do PT e pela Bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, para analise crítica dos três primeiros meses do da administração tucana no Estado de São Paulo.

Para os organizadores os debates podem identificar as prioridades políticas e principais de ação, e diretrizes desse início de gestão. Outras questões pautadas para as discussões são a conjuntura estadual, correlação de forças e reivindicações e propostas dos movimentos sociais.

A abertura teve a mesa composta pelo presidente estadual do PT Paulo Frateschi, Simão Pedro líder da Bancada do PT na Assembléia Legislativa, Nivaldo Santana ex-deputado estadual do PC do B, Edson de Paula, presidente da CUT estadual, Paulo Fiorilo, presidente municipal do PT capital.

No início dos debates o presidente estadual do PT, Paulo Frateschi, enfatizou o caráter direitista assumido pelo PSDB no Estado de São Paulo. “Hoje o PSDB é sem sombra de dúvida um partido de direita. A tarefa deles, no governo, é ser situação e a nossa é consolidar as bandeiras da oposição para mostrar o que realmente é ter um tucano no governo”. Já o líder da bancada petista, deputado Simão Pedro, destacou a importância deste momento, em que o governo Serra completa 100 dias à frente do Executivo estadual. “Apesar de este governo representar uma continuidade de quem está no poder estadual há quase 20 anos, o governo Serra não dialoga com a sociedade e portanto uma ação de oposição conjunta com os movimentos sociais, que apresente alternativas é o papel da bancada petista”.

O vereador e presidente do Diretório Municipal de São Paulo, Paulo Fiorilo, lembrou o período em que Serra foi prefeito de São Paulo, quando tentou desqualificar todos os projetos da gestão Marta Suplicy. “Serra abusa de decretos e da administração pontual, baseada em acordos individuais. Essa mesma prática implantada na prefeitura deve vir para o Estado, e o que é pior, o Serra praticamente governa a prefeitura e o Estado já que a gestão Kassab é uma subprefeitura do Governo Serra”, explicou. Paulo Fiorilo acredita que o desafio a ser lançado a partir do seminário é a construção de um comitê amplo e plural de oposição a Serra, na capital e interior.

Presente ao seminário, o ex-deputado Nivaldo Santana, do PC do B, saudou a iniciativa da bancada do PT e agradeceu o espaço cedido ao partido para participar da discussão. “Nesta legislatura o PC do B estará sem representatividade na Assembléia. Por isso, espaços de discussão como este são fundamentais para uma ação mais qualificada”. O movimento sindical também marcou presença na abertura do evento, com a participação do presidente da CUT Estadual, Edílson de Paula.

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