PT quer discutir situação da Nossa Caixa

27/05/2008 17:28:00

Venda da Nossa Caixa

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A Bancada do PT na Assembléia Legislativa manifestou nesta terça – feira, 27/05, as preocupações em relação a possibilidade de venda do Banco Nossa Caixa para o Banco do Brasil, anunciada pelo governador José Serra.

Os deputados petistas ponderaram que o Estado de São Paulo, com a venda do Banco estatal perderá o instrumento financeiro que tem a função de fomento e estimular o desenvolvimento do Estado, ainda que a Nossa Caixa seja adquirida por outro Banco público.  

O líder da Bancada do PT na Assembléia, deputado Roberto Felício disse que historicamente o PT é contra a venda de patrimônio público, mas ressalvou que caso se confirme a venda para o Banco do Brasil, é possibilidade de diálogo será maior.

O papel de indutor do desenvolvimento da economia do Estado de São Paulo, exercido pela Nossa Caixa, foi ressaltado pelo líder petista. “Acho que não é bom para São Paulo, a perda instituição financeira que tem importante papel na ativação da economia do Estado”. A saúde financeira do banco também foi mencionada pelo deputado, ao lembrar que há um ano o governador sacou R$ 2 bilhões do Banco  “Nós alertamos para os riscos que esta medida poderia trazer para o Banco e a possibilidade de fragilizá-lo. Já o governo Lula tem feito um movimento contrário poderá fortalecer o Banco do Brasil, caso confirme a compra do Banco de São Paulo.” 

A adoção de medidas para o fortalecimento da economia e da qualidade vida da população brasileira, executadas pelo governo Lula, com a destinação de recursos para financiamento de projetos habitacionais, hoje realizados pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, assim como financiamentos de projetos através de BNDES foram elencados pelo líder petista.

Felício mostrou as diferenças entre os projetos políticos entre o governo Lula e o governo Serra. “O governador do PSDB tem desmontado o Estado, – São Paulo tem perdido o lugar de destaque na economia do país e sua pujança e sua economia tem crescido abaixo da média nacional. Enquanto o governo federal conduzido pelo PT tem criado as condições para o desenvolvimento do país e da sociedade brasileira. ” 

Ao longo dos debates em plenário os deputados Marcos Martins e Cido Sério, destacaram a preocupação com a garantia de manutenção dos postos de trabalhos dos funcionários da Nossa Caixa e dos seus direitos.

Durante a reunião de Colégio de Líderes, que de praxe acontece todas terças – feiras o deputado Enio Tatto, líder da Minoria cobrou dos deputados governistas o cancelamento da reunião da Comissão de Finanças e Orçamento, onde o petista havia anunciado que protocolaria a convocação do Secretário da Fazenda e do presidente da Nossa Caixa, para explicar aos deputados sobre o processo de venda do Banco.              

Na ocasião o líder do governo na Assembléia, o deputado Barros Munhoz – PSDB- assumiu o compromisso de realizar uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa, com a presença dos agentes públicos, secretário de Estado e o presidente da instituição financeira.

Enio Tatto ressaltou que embora os governistas tentem amenizam dizendo que “ainda é apenas uma possibilidade a venda”, o parlamentar apontou “a tradição de na prática do PSDB dilapidar o patrimônio público”.

O deputado condenou a intenção do governo de abrir mão do banco que está em 12º lugar entre todos o bancos brasileiros. “Não podemos admitir que um Estado como São Paulo não tenha um banco”. O petista lembrou ainda que em 2001 o governador Geraldo Alckmin vendeu 49% da Nossa Caixa, quando coordenava o Programa de Desestatização do Estado de São Paulo, “fato que criou muitas dificuldades para Alckmin nas eleições 2006”, declarou Tatto.

O deputado Adriano Diogo criticou o possível vazamento de informações da venda da Nossa Caixa. Para Diogo seria uma “irresponsabilidade do Poder Público”, a falta de sigilo das informações e apontou que está em curso uma investigação sobre a suspeita de vazamento de informações da operação pela Comissão de Valores Imobiliários – CVM.  Houve uma “estranha” movimentação de 37% dos papéis da Nossa Caixa no mercado financeiro, além do aumento das operações financeiras de R$ 8,68 milhões para R$ 15,67 milhões. 

O líder da Bancada do PT Roberto Felício informou que amanhã (28/5) terá reuniões com representantes do sindicato dos Bancários e da Nossa Caixa para discutir o assunto.

 

 

 

 

 

 

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