Quase 100 municípios já responderam pesquisa sobre a situação do crack

09/05/2012

Levantamento

Um novo levantamento sobre a situação do crack e outras drogas nos municípios paulistas, com dados referentes ao ano de 2011, começou a ser realizado em abril passado pelos deputados da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, da Assembleia Legislativa. Passados pouco mais de um mês, quase 100 deles já responderam o questionário. Municípios das regiões administrativas de Ribeirão Preto, Barretos e Franca se destacam na participação.

“Desta vez enviamos às prefeituras um questionário mais amplo. Teremos informações sobre o número de dependentes químicos, inclusive crianças e adolescentes, os programas que os municípios adotaram para enfrentar o problema, se já contam com equipamentos públicos na área de saúde para tratar dependentes, entre outras questões”, explica o coordenador da Frente Parlamentar, deputado Donisete Braga.

As prefeituras estão respondendo o questionário através do site www.mapadocrack.com.br. Todos os 645 municípios paulistas receberam senha individual alfanumérica de seis dígitos para acessar a página do questionário.

Para o deputado, os resultados do levantamento – que serão apresentados por região administrativa – serão fundamentais nas futuras discussões dos investimentos do orçamento estadual para 2013. “Pelos resultados até agora notamos que as drogas continuam avançando e ainda não há estrutura para este enfrentamento”, adiantou.

O primeiro levantamento realizado no ano passado contou com a adesão de 325 municípios, que representavam 76% da população do estado. O trabalho comprovou a existência de uma epidemia do crack, afetando principalmente municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes. A maioria deles carentes de equipamentos de saúde e assistência social para enfrentar o avanço do crack.

O questionário

O questionário elaborado pela frente Parlamentar propõe às prefeituras responder questões como número de dependentes, inclusive menores de idade, atendidos no sistema público. Procura saber se as administrações possuem centros de atenção psicossocial, se criaram conselhos municipais antidrogas e se implantaram algum programa exclusive de combate ao crack em 2011.

Além disso, a Frente Parlamentar também procura saber se os municípios estão comprando vagas em comunidades terapêuticas para tratar os dependentes químicos e o montante de gastos que esta medida representa aos cofres municipais. Quer saber sobre os índices de recuperação nos tratamentos bem como as drogas mais presentes, entre outras questões. O sistema ainda permite que os gestores deixem sugestões de políticas públicas.

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