Racionamento de água atinge 29 cidades de São Paulo

19/09/2014

Crise da água

Em Mauá: Sabesp reduziu em 22% a quantidade de água enviada à empresa municipal

A pior crise hídrica da história de São Paulo já levou 29 cidades a decretarem racionamento de água. O rodízio atinge cerca de 3,6 milhões de habitantes, o que equivale a um a cada 12 moradores do Estado. Nesta quinta-feira (18/9), foi a vez de Mauá, abastecida pelo sistema da represa Billings, na Região Metropolitana, anunciar que dará início a um racionamento em 1º de outubro.

As cidades que aderiram ao racionamento de água estão espalhadas pelo Estado, recebem água de diferentes represas e são administradas por vários partidos. A maior parte delas (nove) tem prefeitos do PSDB, partido do governador Geraldo Alckmin. Moradores da capital têm reclamado de falta d’água desde março, embora a Sabesp negue a medida.

A prefeitura de Mauá alega que a Sabesp reduziu em 22% a quantidade de água enviada à empresa municipal que faz a distribuição para as casas. O município é o segundo da região metropolitana a adotar o revezamento. Em março, Guarulhos já havia adotado um racionamento alegando o mesmo motivo, já que também tem uma empresa própria para fazer a distribuição.

Os níveis dos principais reservatórios de água do Estado continuam caindo. O Cantareira atingiu ontem 8,6%, enquanto o Alto Tietê chegou a 13,1%. Os índices levaram a Agência Nacional das Águas (ANA) a publicar uma nota afirmando que o governo do estado atrasou a entrega do plano de operação de 2015 do sistema Cantareira e não marcou reunião com o órgão federal.

Diante do problema que atinge milhares de pessoas, o governo paulista optou por uma resposta lacônica: “Reiteramos que não houve acordo ou decisão sobre o tema’’.

fonte: O Globo

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