Rede subterrânea não faz parte dos planos da CPFL

29/11/2011

Sem planos

Em reunião da Comissão de Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa, o presidente da CPFL Paulista, Hélio Viana, afirmou que, apesar de a convivência da rede elétrica com a arborização ser a grande responsável pelos cortes de energia, a empresa não tem cronograma nem estudo para se implantar rede subterrânea no interior do Estado.

Para Viana, o investimento é muito grande. “O custo da rede subterrânea é dez vezes maior que o da rede aérea. Ficaria muito caro para o consumidor”, afirmou o presidente da CPFL.

A CPFL Paulista atua na distribuição de energia para 234 municípios do interior de São Paulo, atendendo a aproximadamente 3,6 milhões de consumidores. Entre os principais municípios estão Campinas, Ribeirão Preto, Bauru e São José do Rio Preto.

No temporal de 7 de junho passado, 900 mil clientes da CPFL ficaram sem energia. No temporal de 29 de outubro, foram 450 mil clientes.

De acordo com deputado presente à reunião, no apagão de 7 de junho, moradores da zona rural de Piracicaba ficaram quase quatro dias sem energia.

O deputado do PT João Paulo Rillo questionou Viana sobre o lucro líquido da empresa, que foi privatizada em 1997. Segundo o presidente, a CPFL Paulista teve um lucro líquido de R$ 1,4 bilhão.

Rillo também levantou a precarização das condições de trabalho e queda na qualidade dos serviços que houve depois da privatização, com um aumento de trabalhadores terceirizados. O deputado citou o fechamento do call center da empresa em Campinas no final de 2010, onde trabalhavam 135 funcionários. O sindicato da categoria ganhou ação na justiça pedindo reintegração desses trabalhadores. Viana se limitou a dizer que estavam tentando acordo com o sindicato e que não houve prejuízo no atendimento aos clientes.

Mas o presidente da CPFL também afirmou que no apagão de 7 de junho houve 84 vezes mais ligações para a empresa do que o habitual.

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