Roubos e sequestros batem recorde em SP; Governo propõe trocar o nome da PM

03/02/2010 18:23:00

Insegurança Pública

 

A edição desta terça-feira, 02 de fevereiro, do Diário Oficial do Estado traz números da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo que confirmam uma realidade que os paulistanos conhecem muito bem: a criminalidade está em alta no Estado. Depois de uma década, o número de homicídios voltou a crescer e os roubos bateram um recorde histórico.

Em 2009, 4771 pessoas foram assassinadas no Estado, com registro maior nas cidades do interior ou do litoral. Mas, o número de latrocínios na capital, que é o roubo seguido de morte, também impressiona: foram cem casos, em 2009; no ano anterior, foram 69.

Os registros de roubos aumentaram 18% em relação a 2008 e superaram a marca histórica de 2003. Foram 257.004 casos no ano passado, contra 248.406 em 2003, que era o pior indicador registrado, e 217.967, em 2008.

Em relação aos sequestros, a notícia é ainda pior: as ocorrências cresceram 41,6% em 2009, em relação ao ano anterior. Foram 85 casos contra 60.

A violência policial subiu 27%: 549 pessoas foram mortas em supostos confrontos com a polícia. Em 2008, foram 431 casos.

A avaliação do Governo sobre o agravamento da criminalidade, que atribuiu a elevação dos indicadores de violência a supostos efeitos da crise econômica internacional, é contestada por especialistas.

“Não dá para fazer esta relação entre pobreza e aumento da violência, já que a violência envolve fatores educacionais e a ação do Poder Público”, analisa o pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP, Marcelo Batista Nery.

Em busca de solução

A falta de integração entre as Polícias Civil e Militar é o outro motivo apontado pelos especialistas em Segurança Pública. A falta de sintonia entre as duas coporações foi estimulada pelo Governo Serra, no episódio em que policiais militares foram convocados para reprimir os civis em greve, em 2008.

Sem integração e sintonia entre todas as esferas do Poder Público e, especialmente da Segurança, não há como combater o crime.

Em meio à divulgação dos indicadores de criminalidade, o governador José Serra enviou à Assembleia Legislativa uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe a troca do nome da Polícia Militar, que passaria a chamar-se Força Pública, mas com a mesma hierarquia e disciplina.

A Bancada do PT na Assembléia vai questionar o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, sobre os números da violência no Estado.

 

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