Sancionada Lei que cria Semana Estadual de Incentivo à Doação de Órgãos

03/06/2008 14:23:00

Doação de órgãos

 

A deputada estadual Maria Lúcia Prandi (PT) comemora uma importante vitória: a sanção, pelo governador José Serra, da Lei 13.034/08, que institui a Semana Estadual de Incentivo à Doação de Órgãos. A parlamentar é autora do projeto que deu origem à nova  legislação. De acordo com a norma legal, anualmente, na última semana de setembro, serão realizadas ações de sensibilização para a necessidade de doar órgãos e reduzir a fila de espera para transplantes.

“Fico muito feliz com a aprovação. A doação de órgãos é um gesto de solidariedade, que salva vidas. A proposta nasceu dos contatos com entidades da sociedade civil que atuam com transplantados, como a Transpática e o Grupo Esperança”, explica a deputada Prandi. A Semana Estadual ocorrerá no mesmo período em que acontece a Nacional, para que haja uma somatória de esforços.

Em São Paulo, entre 2006 e 2007, diminuiu em cerca de 7% o número de transplantes efetuados. Hoje, a fila de espera no Estado totaliza 15.618 pessoas, que aguardam por um órgão ou córnea. “São dados oficiais do Sistema Estadual de Transplantes, que apontam à necessidade de conquistarmos mais doadores. Um único doador pode salvar ou melhorar a vida de muitas pessoas”, argumenta a parlamentar.

Durante a Semana de Incentivo, o Governo Estadual deverá promover ampla divulgação quanto à necessidade de cada cidadão manifestar, em vida, o desejo de doar os órgãos após a morte. Muitos desconhecem que não há mais qualquer exigência de uma declaração por escrito. “Milhares de pessoas, inclusive crianças, contraem doenças cujo único tratamento é o transplante”, enfatiza a parlamentar.

Dados estatísticos revelam que as doações de órgãos no Brasil estão em queda. Em 2004, eram 7,3 doadores por milhão de pessoas; no primeiro semestre deste ano, apenas 5,4 doadores por milhão. O índice está bem abaixo daquele registrado nos Estados Unidos, que é de 23 doadores por milhão, e na Europa, que possui uma média de 20 doadores por milhão. Hoje, em todo Brasil, 66 mil pessoas aguardam um transplante.

Conforme lembra a parlamentar, prevalece o desconhecimento em relação ao tema. No caso de doador morto, o diagnóstico de morte encefálica é preciso e não deixa dúvidas. Uma regulamentação do Conselho Federal de Medicina exige exames comprobatórios e a presença mínima de dois médicos de áreas diferentes para confirmar o quadro. De um doador cadáver, podem ser aproveitados coração, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos, cartilagem costal, crista ilíaca, tendão, válvula e pele.

A retirada dos órgãos é uma cirurgia como outra qualquer, realizada com todos os cuidados de reconstituição, o que também é obrigatório por lei. A parlamentar quer, ainda, que o Governo Estadual divulgue outras questões importantes, como a possibilidade de a doação ser feita em vida. “O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado e parte da medula óssea”, esclarece.

 

PRESTAÇÃO DE SERVIÇO

 

 

 

 

0800-611997. Este é o número do Disque Transplante, que recebe ligações de todo o Brasil e permite contato com as centrais de transplante de todos os estados. O serviço foi idealizado pela organização não-governamental ADOTE (Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos).  

 

 

 

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