São Paulo tem margem R$ 4 bilhões da LRF mas Serra arrocha servidores

28/09/2007 13:03:00

Serra arrocha servidores

São Paulo tem margem R$ 4 bilhões da LRF mas Serra arrocha servidores   Governador José Serra desde que assumiu a condução do Estado enviou para o Legislativo paulista 9 projetos de gratificações e bônus para os servidores da área da educação, segurança e pesquisa, embora disponha de R$ 4 bilhões, que está abaixo do limite prudencial, da LRF optou por arrochar  o servidor público.       

Para os servidores da educação o governo Serra enviou seis projetos de bônus e gratificações. A principal crítica da Bancada petista está na exclusão dos aposentados e pensionistas, que após anos de dedicação são penalizados pelo governo do PSDB com arrocho e constantes redução de poder de aquisição. Além de destacar a falta de uma política de valorização do funcionalismo. ” As   gratificações e bônus são apenas uma cortina de fumaça que dissimula e dá a sensação de que os servidores terão atendida suas reivindicações”, apontou Roberto Felício nesta semana na reunião da Comissão de Educação.  

Na área de segurança a prática é a mesma, com o agravante de poderá gerar distorções com o critério do governo de oferecer maior benefício pelo número de habitantes do município em que o agente de segurança atua em detrimento ao grau de criminalidade e violência do local.  Há também projeto que trata da reclassificação dos vencimentos dos Pesquisadores Científicos e Assistentes Técnicos de Pesquisa que também já está pronta para ser votado. A Bancada do PT tem insistido para o envio de um outro projeto que contemple as carreiras de apoio técnico e administrativo. José Zico Prado cobrou do líder do governo na Assembléia e afirmou que “não podemos admitir que estas categorias continuem sendo discriminadas, criando inclusive um péssimo ambiente de trabalho entre pesquisadores e seus auxiliares”.     Em todos estes debates do governo tem desconversado e atribuído aos limites da Lei da Responsabilidade Fiscal. No entanto, o relatório do segundo quadrimestre de 2007, publicado esta semana no Diário Oficial, o PT constatou que o  gasto com pessoal atingiu o patamar mais baixo dos últimos anos no segundo quadrimestre, e chegou a 40,29%.

Em 2002 o gasto com pessoal no segundo quadrimestre (48,96%) já representou uma queda de R$ 6 bilhões no gasto com pessoal. Isso mostra como o governo tucano aposta no arrrocho salarial do funcionalismo e no crescimento das terceirizações.

O limite prudencial para o gasto com pessoal seria no segundo quadrimestre de R$ 32,112 bilhões e só foram gastos R$ 27,796 bilhões, ou seja, há margem de R$ 4,34 bilhões para aumentos para servidores públicos estaduais.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *