São Paulo vive apagão no transporte público

17/05/2012

Desgoverno tucano

O caos toma conta do transporte coletivo na Região Metropolitana de São Paulo. Milhares de trabalhadores se espremem, diariamente, nos vagões lotados do Metrô e da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Como se não bastasse este sufoco, as panes são uma constante e colocam em risco a segurança dos usuários.

O governo tucano demonstra sua incompetência no planejamento ao repetir velhas promessas de expansão das linhas que apenas criam expectativas na população.

A realidade é que um conjunto de obras que está há anos no papel e sua execução caminha a passos de tartaruga – apenas 1,9 quilômetro de metrô foi construído, em média, nas últimas duas décadas. São Paulo precisaria ter uma rede de 224 quilômetros de extensão para ter o mesmo padrão de outras cidades do mundo, mas conta apenas com 74,3 quilômetros.

Sem dúvida, o apagão nos transportes pelo qual passa a região metropolitana é por não ter uma rede metroferroviária dimensionada às suas necessidades. O metrô está restrito à cidade de São Paulo, quando a solução seria romper essa fronteira e atingir os mais de 20 milhões de pessoas que moram e habitam nessa região.

Expansão do Metrô: propaganda e promessa

Importantes projetos como a construção completa da linha 4 – Amarela do Metrô, o complemento da linha 5 – Lilás e implantação da linha 6 – Laranja, prometidos pelos tucanos ainda não ficaram prontos. Assim fica difícil de acreditar quando o governador Geraldo Alckmin num arroubo de voluntarismo anuncia a construção de 126 quilômetros de metrô até 2018.

A incapacidade de gestão do PSDB também fica explícita quando os recursos orçados para o Metrô não são utilizados em sua totalidade. De 1999 a 2011, deixaram de ser investidos R$ 10,3 bilhões, o equivalente a 25,8 quilômetros de rede metroviária.

Isso faz com que o tempo para construir uma linha de metrô em São Paulo seja excessivamente longo. Os sete anos para construir a primeira linha Jabaquara – Santana (1 – Azul), parecem rápidos quando comparados ao tempo que os governos tucanos levam para entregar as suas obras. A linha 2 – Verde demorou 19 anos e a linha 3 – Vermelha levou 16 anos. A linha 4 – Amarela prometida para ser entregue em 2000 e depois em 2003, iniciou sua construção só em 2004 e ainda não terminou.

Outra linha que segue em passo lento é a 5 – Lilás. Prometida para se integrar com a linha 2 – Verde em 2005, teve sua construção iniciada em 1998 e, passados 10 anos da operação do trecho de apenas 8,4 quilômetros, nenhuma polegada de construção foi acrescida. A previsão agora é que ela seja entregue só em 2015, ou seja, 17 anos depois da obra iniciada.

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