Secretário admite corrupção na CDHU

12/09/2007 18:59:00

CDHU

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Secretário da Habitação do Estado de São Paulo, Lair Krahenbuh, admite durante reunião da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, nesta terça-feira, 12/9, que existia uma quadrilha que se instalou na Companhia de Desenvolvimento e Habitação Urbano – CDHU, diz que não há envolvimento de deputados estaduais e pede recursos para a criação do fundo estadual de habitação para São Paulo.

 

Parlamentares petistas presentes na reunião destacaram a diferença da atual gestão da CDHU em relação à época do governador Geraldo Alckmin, principalmente com relação à presença do secretário Krahenbuh na Comissão, “fato raro no período Alckmin” como afirmou o deputado Enio Tatto . O parlamentar petista cobrou ainda de Krahenbuh maior eficácia nos investimentos da CDHU, “em 2006 a Companhia não conseguiu aplicar a totalidade de seu orçamento de R$ 968 milhões aplicou apenas 61%”, questionou Tatto.

 

 No entanto, os petistas deixaram sua marca através do deputado Mário Reali que disse ao secretário que “do ponto de vista do discurso estamos alinhados, vamos ver na prática”. Reali lembrou que o antecessor de José Serra fez promessas na área de habitação durante a Conferência das Cidades, que não foram cumpridas até agora.

Os petistas não pouparam o secretário com relação as diversas denúncias que existem na CDHU. Para os petistas há muitos fatos que precisam ser apurados e não podem ser simplesmente uma página virada por uma mudança de gestão.

Krahenbuh admitiu que há uma quadrilha instalada na CDHU que agiam através da construtora FT, disse que as denuncias de seu período serão apuradas. Com uma lógica de mercado o secretário anunciou a implantação de um plano de demissões voluntárias na Companhia, disse ainda que “só não consegue repassar a inadimplência da Companhia – hoje em R$ 5 milhões -, porque tem dois terços de contratos irregulares”. A CDHU tem 383 mil contratos firmados.

Com o objetivo de justificar o fechamento de escritórios da CDHU pelo interior, Krahenbuh admitiu que o custo operacional da Companhia é igualmente proporcional a realização da Companhia, segundo ele é necessário gastar o valor proporcional à construção de uma casa em administração da CDHU para que se possa construir outras duas. 

Muitos deputados e representantes de organizações ligadas a questão da moradia inscritas para falar, o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, o tucano Bruno Covas (PSDB), resolveu entrar na ordem do dia e suspendeu a reunião. 

Estiveram também presentes nos debates os deputados  Simão Pedro, líder da Bancada, Cido Sério, Rui Falcão, Sebastião Almeida, José Candido e Carlinhos Almeida. 

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