Secretário de Saúde não sabe quais laboratórios fazem exames para hospitais públicos

22/04/2008 18:24:00

Saúde

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A Comissão de Saúde e Higiene, presidida pelo deputado Adriano Diogo, reuniu-se nesta terça-feira (22/4) para debater, junto ao secretário de Saúde do Estado, Luiz Roberto Barradas Barata, a terceirização dos serviços laboratoriais do Instituto de Infectologia “Emílio Ribas”.

Em relatório, os deputados da Comissão afirmam que a privatização é absolutamente desnecessária, porque o laboratório de análises clínicas do Hospital Emílio Ribas está aparelhado e conta com uma equipe de trabalho altamente especializada, que atende a demanda com eficiência.

O documento dos deputados explica que o desmantelamento do laboratório é injustificável e a desculpa de contenção de gastos não é razão para comprometer a qualidade dos serviços prestados e o controle de doenças infecto-contagiosas.

O secretário de Saúde, Roberto Barradas Barata, defendeu a terceirização como um fator de redução de custos financeiros. Segundo ele, os exames custam R$ 17,00, em média, quando feitos pelos no hospital e R$ 5,00 pelos laboratórios terceirizados. Barradas insistiu, ainda, que apenas os exames de rotina nos hospital, que representam cerca de 30% são terceirizados. Segundo ele, os exames de emergência continuam sendo feitos pelo laboratório do Emílio Ribas.

Questionado sobre o fato de que além do valor cobrado é fundamental que seja garantida a qualidade dos exames, o secretário afirmou que a responsabilidade pelos laboratórios fica a critério da Organização Social a quem o governo contratou. Barradas disse não saber quais laboratórios fazem os exames para os hospitais públicos, mas não tem conhecimento de nenhuma reclamação.

O diretor clínico do Hospital Emílio Ribas, Carlos Frederico Dantas, também presente a reunião, rebateu as afirmações do secretário dizendo que “está havendo problemas sim, secretário. Há reclamações com a demora nos resultados e atrasos”. Ele também fez um apelo para que o laboratório do hospital Emílio Ribas não passe por este desmonte, deixando de ser uma referência no Estado de São Paulo e no país.

O deputado petista Marcos Martins afirmou que “o laboratório do Emílio Ribas participou do atendimento a todas as epidemias que houve em São Paulo, tem um  valor estratégico na área das moléstias infecciosas, e seus laboratórios devem ser preservados para garantir a qualidade dos exames lá executados”.

 

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