Secretário de segurança de Alckmin virá a Assembleia falar sobre investigação de chacina

27/08/2015

Execução

Secretário de segurança de Alckmin virá a Assembleia falar sobre investigação de chacina

Na próxima semana a comissão de Direitos Humanos da Assembleia deverá receber Alexandre de Moraes secretário de segurança pública do governo Alckmin, quando deverá informar aos parlamentares os avanços na apuração que busca identificar os autores da chacina que vitimou 18 pessoas em Osasco e Barueri, ocorridas em 13 de agosto.

Os assassinatos ocorreram em dez pontos diferentes, a maioria das vítimas estava próximo a um bar de Osasco, no limite com a cidade de Barueri, todos eram do sexo masculino e com idades variáveis de 16 a 41 anos.

A realização da audiência com o secretário Alexandre de Moraes, foi apresentada pela bancada petista no dia seguinte à chacina, assinado pela vice presidente da Comissão Beth Sahão. Outro documento com o mesmo teor também foi protocolado pelo presidente da comissão, houve então um acordo para aprovação do convite para o secretário vir à Assembleia na próxima semana.

As investigações pouco avançaram e até o momento há apenas um PM integrante da Rota está preso administrativamente. Passados 15 dias da execução, o governo do Estado ainda não apresentou informações de quanto avançou na identificação dos autores do ataque. Notícias divulgadas pela imprensa dão conta que há 18 suspeitos e todos seguem em liberdade.

Número de motos pode ser maior

O número de executados nos ataques em cidades da Grande São Paulo pode chegar a 27. A polícia investiga outros dois crimes que teriam a mesma motivação. Segundo notícia publicada pela imprensa há inquéritos que investigam uma chacina que não teria sido divulgada, no município de Itapevi, vizinho de Osasco e Barueri.

As mortes teriam acontecido 12 horas depois do assassinato do um policial. Três homens foram encontrados mortos na calçada de um conjunto habitacional com tiros na cabeça, braços e pernas. A secretaria de segurança do governo Alckmin, não reconhece a vinculação entre os crimes, mas a ouvidoria da polícia diverge da postura do governo e mantém a apuração e busca dos laços entre os fatos.

O último relatório semestral da Secretaria de Segurança Pública foi entregue pelo ouvidor da polícia do Estado de São Paulo, Dr. Júlio César Fernandes, aos deputados integrantes da Comissão de Direitos Humanos.

Os deputados foram alertados pelo presidente da Comissão que se tratava de uma gentileza do ouvidor de trazer pessoalmente o documento e que não constava da pauta da Comissão fazer discussões dos dados ali compilados. (rm)

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