Secretário terá que explicar desmandos na segurança pública

29/02/2008 18:18:00

Abuso de poder

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A Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa de São Paulo recebeu nesta semana  protocolo do requerimento de convocação do Secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão, para prestar informações a respeito do escolta policial da ex-mulher do secretário-adjunto da Segurança Pública, Lauro Malheiros Neto.

Notícias da imprensa dão conta que nove policiais militares foram designados no período de 19 de janeiro a 10 de fevereiro de 2008, de cuidarem da segurança da ex-mulher e da filha, do adjunto na cidade de Guarujá, onde passaram férias de verão.

Os jornais Folha de S.Paulo, nos dias de 22 e 23 de fevereiro e Jornal da Tarde, de 23 e 24 de fevereiro publicaram notícias da permanência de policiais militares, por 23 dias hospedados no Hotel Albamar Ltda, com despesas de hospedagem e alimentação custeadas pela Secretaria da Segurança Pública, além do uso de um caro da polícia, ou seja,  uma perua blazer descaracterizada.

Para o deputado Vanderlei Siraque integrante da Comissão de Segurança é indispensável a presença do Secretário da Segurança à Comissão de Segurança Pública para prestar informações ao sobre o assunto. “Caso sejam confirmadas as noticiais estaremos diante de uma irregularidade de extrema gravidade que, sem dúvida, impedirá que o secretário-adjunto da Secretaria da Segurança Pública permaneça no exercício do cargo que ocupa,”  apontou Siraque.

 Delegacias lotadas

A Comissão de Direitos dos Humanos da Assembléia, presidida pelo deputado petista Vanderlei Siraque, protocolou nesta semana requerimento, propondo  a realização de uma diligencia ao 2º Distrito Policial, no bairro do Bom Retiro e ao 99º Distrito Policial, no bairro de Campo Grande, ambos nesta Capital, para constatar a veracidade de notícia veiculada pelo jornal “O Estado de São Paulo”, de 15 de fevereiro de 2008, segundo a qual “presos voltam a lotar DPs de São Paulo”.

Há alguns o então governador Geraldo Alckmin, com muito alarde anunciou a total retirada de presos das carceragens dos distritos policiais de São Paulo. A realidade mostra que os detentos dos distritos policiais encaminhados aos já lotados estabelecimentos penitenciários. A superlotação apenas mudou de lugar, saiu dos DPs para os presídios. Agora, segundo noticiais veiculadas pela imprensa paulista, os distritos policiais voltam a receber presos e um deles, o 2º DP, situado no bairro do Bom Retiro já está superlotado e outro, o 99º DP, situado no bairro de Campo Grande está com 20 presos dividindo uma cela de 6 m².

 

 

 

 

 

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