Segunda: Mano Brown recebe Prêmio Santo Dias

07/12/2012

Na Assembleia

O rapper Mano Brown é um dos vencedores da 16ª edição do Prêmio Santo Dias que será entregue nesta segunda-feira (10/12), no plenário Juscelino Kubitschek, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ele foi escolhido pelo trabalho que desenvolve na periferia em defesa da questão racial, denunciando o genocídio da juventude, negra e pobre. (veja link abaixo)

Os vencedores do Prêmio foram escolhidos pelos deputados da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, presidida pelo deputado Adriano Diogo, e além do rapper, também receberão o Prêmio os jornalistas Leonardo Moretti Sakamoto e André Caramante e a Instituição de Ensino Educafro – Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes.

Os escolhidos revelam o espírito do Prêmio, que destaca o trabalho de pessoas e grupos que lutam contra a violência, o preconceito, a corrupção e em defesa da inclusão social e dos direitos das crianças e dos adolescentes.

Menção honrosa

Os deputados também concederam Menção Honrosa à defensora pública Daniela Skromov de Alburquerque, por sua atuação junto aos casos de violação de direitos humanos; à Fundação Criança de São Bernardo e à Casa de David pelo trabalho em defesa dos direitos das crianças, adolescentes e jovens; ao Movimento Nacional de Direitos Humanos, em homenagem aos seus 30 anos; ao jornalista Danilo Manha que denuncia mazelas da sociedade; e à Sônia Aparecida dos Santos na luta contra o genocídio da juventude negra e pobre da periferia.

O Prêmio, que leva o nome do operário assassinado durante uma greve em 1979, é entregue anualmente a pessoas ou entidades com atuação em defesa dos direitos humanos no Estado.

Santo Dias

O metalúrgico Santo Dias da Silva tinha 37 anos quando foi assassinado, na porta da fábrica Sylvânia, na zona sul da capital, com um tiro pelas costas disparado pelo PM Herculano Leonel. Membro da Pastoral Operária de São Paulo, o metalúrgico era membro do comando de greve da categoria e tentava dialogar com policiais para a libertação de companheiros presos durante a paralisação.

Seu corpo foi velado na Igreja da Consolação. No dia 31 de outubro de 1979, 30 mil pessoas saíram às ruas da capital para acompanhar o enterro e protestar contra a morte do líder operário e pelo livre direito de associação sindical e de greve e contra a ditadura.

Assista ao vídeo: Mano Brow fala do extermínio da juventude negra pela PM

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.