Segurança – excesso para autoridades e ameaças aos oficiais

14/02/2008 17:40:00

Segurança Pública

 

Indícios de número excessivo de policiais militares acompanhando autoridades do Executivo estadual e prestando serviços nas secretarias provocou o deputado Simão Pedro, líder da Bancada do PT, a oficiar o secretário de Segurança Pública do Estado para informar qual o número de policiais militares que integram o efetivo da Polícia Militar que presta assessoria policial militar em vários órgãos públicos.

“Diante do grave problema que a segurança pública enfrenta em nosso Estado, queremos saber quantos policiais estão cumprindo tarefas fora das ruas. A distribuição de efetivo tem que ser realizada com fundamento em rigorosos estudos, norteados por padrões técnicos. Isto precisa ser averiguado”, ressalta Simão Pedro.

Essa solicitação já havia sido feita, oficialmente, pelo deputado em três outros pedidos – em 20/4/2007, 7/8/2007 e 14/8/2007 – e não foi atendida. Isto descumpre ao regimento que estipula respostas aos requerimentos de deputados em 60 dias.

O novo requerimento de informação ao secretário foi protocolado quarta-feira (13/2) e solicita informação sobre a Casa Civil do Gabinete do Governador, Assembléia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Justiça Militar, Tribunal de Contas do Estado, Procuradoria Geral de Justiça, Secretaria de Segurança Pública, Secretaria da Administração Penitenciária, Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, Prefeitura e Câmara Municipal de São Paulo.

‘Oficiais marcados para morrer’

O petista Vanderlei Siraque em requerimento a Comissão de Direitos Humanas da Assembléia paulista solicita a convocação do Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, Coronel PM Roberto Antonio Diniz, para prestar esclarecimentos a respeitos dos fatos que deram origem à matéria jornalística publicada no jornal O Estado de São Paulo – Oficiais marcados para morrer (13/2/2008).

A matéria jornalística aborda que comandantes de batalhões estariam sofrendo ameaças de morte pela simples razão de combaterem irregularidades nas unidades militares por eles comandadas. As ameaças estariam sendo feitas por soldados envolvidos em chacinas, achaques à traficantes de drogas da região da zona norte da capital.

Segundo apurou o jornal, policiais estariam transferindo-se de cidades devido às ameaças: “ O tenente-coronel do 18 º Batalhão pediu afastamento  – ele foi chefiar o 49º Batalhão, em Jundiaí, em 2007”. As ameaças contra o tenente  foram confirmadas por dois outros oficiais ouvidos pela reportagem. Um destes oficiais diz: “Ele me disse que em sua área havia muito bandido e muita ‘polícia’ bandido. “Tão querendo me matar. Vou o mais rápido possível’.”

 

 

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