Sem diálogo, governo Alckmin aciona a justiça e despeja trabalhadores rurais

01/09/2017

Crédito:

Em tempos de desemprego e fome, o governo Alckmin antes mesmo de qualquer diálogo com movimento de trabalhadores rurais, acionou a Justiça para o despejo de cerca 50 familias do acampamento Paulinho Alexandre, em Pindamonhangaba, onde havia a perspectiva de ser implementado o assentamento agroecológico.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, (MST) deixou a área na noite da quinta-feira, 31/8 e, em nota denunciou a criminalização do despacho judicial:

“O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desocupou, na noite desta quinta-feira (31), a Fazenda do Estado em Pindamonhangaba, onde desde o último dia 21 estava instalado o Acampamento Paulinho Alexandre.

Após iniciar o diálogo com o governo estadual para implantação de um assentamento agroecológico, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), atual responsável pela área, entrou com o pedido de despejo das famílias, que seria cumprido pela Polícia Militar na manhã dessa sexta-feira (01).

Com o apoio da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA), de parlamentares e de advogados/as populares, foi solicitada a realização de uma audiência de conciliação, prevista no novo Código de Processo Civil, a fim de debater o projeto do MST para a área e evitar conflitos.

Em uma decisão contraditória, de teor político-ideológico e não jurídico, além de negar o direito à audiência de conciliação, a juíza da 1ª Vara Cível de Pindamonhangaba culpabilizou as famílias trabalhadoras rurais pelo crescente aumento da violência no campo. Somente no primeiro semestre de 2017, o número de assassinatos ocasionados por conflitos no campo já superou o total de 2016, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

O MST repudia a tentativa de criminalização dos movimentos sociais por parte do poder judiciário e segue na luta pela reversão da privatização das terras públicas ociosas para fins de reforma agrária.”

Fonte: Direção Regional MST/Vale do Paraíba

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *