Servidores da Fundação Casa denunciam falta segurança

06/10/2016

Ambiente Violento

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Trabalhadores são alvos de constantes ameaças

Na próxima sexta-feira (7), servidores públicos ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa) organizam ato em protesto contra a morte do agente socioeducativo da Fundação Casa que aconteceu na terça-feira (4). O ato ocorrerá na rua Florêncio de Abreu 848, no bairro da Luz, zona sul da capital paulista, às 10h.

Presidente do Sitraemfa, Aldo Damião Antonio, cobra respostas do governo de Geraldo Alckmin (PSDB). “Nos revoltamos contra o governo estadual por causa da falta de funcionários para fazermos a segurança no local de trabalho. As unidades normalmente são superlotadas e o governo não investe em estrutura para separar os adolescentes em conflito com a lei por grau de complexidade do crime cometido. Os adolescentes primários, por exemplo, são colocados no mesmo local para onde são levados os reincidentes. Exigimos que este cenário mude”, afirma.

Entenda o caso

Um agente socioeducativo da Fundação Casa foi morto na noite de terça-feira (4) durante rebelião na unidade de Marília, no interior de São Paulo. O funcionário foi identificado como Francisco Calixto, o Chiquinho, de 51 anos.

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (Sitsesp/Sitraemfa) está acompanhando o caso de perto, dando assistência aos demais funcionários, além de programarem um ato público contra a falta de segurança no local de trabalho.

Os adolescentes iniciaram uma rebelião por volta das 21 horas de terça que culminou na morte de Chiquinho, que foi dominado por quatro internos e teve o pescoço transfixado por um cabo de vassoura. A Polícia informou que 18 jovens infratores, entre eles os responsáveis pelo crime, fugiram da unidade.

Na fuga, cinco funcionários e outras três pessoas, membros de uma igreja parceira da instituição, foram feitos reféns. Dois agentes foram feridos e levados para a Santa Casa da cidade.
Durante toda a noite, um dos diretores do sindicato, Eguinaldo Oliveira, esteve na instituição de Marília para dar assistência aos trabalhadores e foi ao hospital onde os funcionários feridos foram atendidos.
Para o sindicato, a morte é também o resultado do quadro reduzido de funcionários, falta de segurança e políticas públicas, entre “tantos outros descalabros que existem dentro da Fundação Casa”.

Em nota, a Fundação Casa lamentou a morte do trabalhador e disse que uma sindicância será instalada para apurar as circunstâncias da morte, além da investigação feita pela Polícia Civil. No comunicado informa também que a Polícia Militar foi acionada para fazer as buscas dos jovens que fugiram.

Fonte – CUT Estadual

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