Servidores da saúde do Estado continuam a greve

20/04/2012

Sem avanços nas negociações

Auxílio alimentação tem valor de R$ 4 há 12 anos

Mais de dois mil servidores estaduais da saúde de São Paulo decidiram na sexta-feira (20/4) pela continuidade da greve no estado, iniciada no dia último dia 13. A decisão foi tomada em assembleia, na avenida Paulista, após reunião na Secretaria Estadual da Saúde com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado (SindSaúde). A presença no ato foi calculada pela PM.

Na ocasião, participaram o presidente do SindSaúde, Benedito Augusto de Oliveira, e o coordenador de Recursos Humanos, Haino Burmester, da Secretaria da Saúde do Estado. Segundo Oliveira, não houve avanços em relação à pauta de reivindicações apresentada e o representante do governo paulista propôs o agendamento de uma reunião, até a próxima quinta-feira (26/4), do sindicato com o secretário da saúde. A data ainda não foi confirmada.

Os servidores fizeram caminhada na avenida paulista, do Museu de Arte de São Paulo até a Secretaria de Gestão Pública do Estado, na rua Bela Cintra. Entre as principais pautas de reivindicação dos servidores estão o aumento salarial de 26%, maior número de funcionários públicos para atender as unidades de saúde e 30 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores públicos do setor.

“Estamos enfrentando salário baixo, falta de equipamentos e o aumento das filas para o atendimento à população e há mais de dez anos, não temos salário digno. Por isso, exigimos respeito do governo estadual”, afirmou Aparecida de Toledo, servidora há 20 anos.

O governo alega que promoveu no ano passado uma reestruturação de cargos e salários do setor, que resultou em até 40% de aumento salarial. Mas o presidente do SindSaúde afirma que, no universo de 70 mil trabalhadores do setor, somente 19 servidores chegaram ao aumento máximo informado pelo governo.

A diretora da secretaria de Formação Sindical do SindSaúde, Maria Aparecida Cornaccini, disse que a greve continuará por tempo indeterminado e tende a se ampliar no estado.

Reivindicações:

– Aumento salarial de 26%. O índice é o mesmo de 2011 já que o reajuste do ano passado foi consequência da reestruturação da carreira e o aumento de 7% previsto na lei para 2012 é insuficiente.

– Aumento do auxílio alimentação, equiparando com o valor pago no judiciário e no legislativo do Estado. O auxílio está congelado em R$ 4,00 há 12 anos.

– Regulamentação da jornada de 30 horas para todos

– Prêmio de Incentivo: aumento do valor; pagamento no 13º salário e férias; correção das distorções nos valores pagos e transparência na verba da saúde repassada pelo Ministério da Saúde para o Estado.

– Aposentadoria especial: é um direito constitucional do trabalhador que ainda não está regulamentado no estado de São Paulo.

– Concurso público para suprir falta de pessoal nas unidades de saúde.

– Revisão da Lei Complementar 1.080/08, corrigindo erros na criação dos cargos e rebaixamento na letra.

fonte: Rede Brasil Atual

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