Servidores da saúde mantêm greve em SP

24/05/2013

Por falta de proposta

Por falta de proposta, servidores estaduais da Saúde mantêm greve em São Paulo

Sindicato afirma que o governo Alckmin age como se não conhecesse a pauta de reivindicações apresentada no início do ano

Servidores da Saúde do Estado de São Paulo decidiram, em assembleia nesta sexta-feira (24/5), manter a greve iniciada no dia 1º. Em reunião no dia 23, entre governo e o sindicato da categoria (SindSaúde), não houve avanços. O presidente da entidade, Gervásio Foganholi, afirmou que o governo estadual não apresentou contraproposta sobre pontos salariais, e o movimento deverá ser intensificado. As principais reivindicações são a reposição de perdas salariais de 32,2%, vale-refeição de R$ 26,22 e Prêmio de Incentivo igual para todos os servidores.

Faganholi disse que o governo tem agido como se desconhecesse as demandas dos servidores. “A pauta está apresentada desde o início do ano, não há novidades. Na semana passada entregamos as reivindicações ao governador Geraldo Alckmin, em mãos”, afirmou. Segundo ele, a única proposta apresentada foi um projeto de lei complementar para regulamentar a carga de 30 horas. No entanto, o sindicato não aceitou o projeto, pois avalia que ele impõe condicionantes e exclui profissionais de algumas áreas, o que poderia inviabilizar o cumprimento da regra.

Após a assembleia, os servidores saíram em passeata pelo centro da capital em direção à Secretaria Estadual da Fazenda para protestar contra a inércia do governo estadual nas negociações. No local, funciona o Conselho de Defesa Econômica (Codec), órgão responsável por gerenciar questões financeiras de empresas controladas pela gestão Alckmin. Somente nesta semana, o Codec foi alvo de manifestações de metroviários e funcionários da Sabesp, da Cetesb e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), por, segundo os sindicatos dos trabalhadores, interferir nas negociações salariais sem participar delas.

Segundo o sindicato, 21 unidades de Saúde na capital e 20 no restante do estado estão paralisadas. Como saúde é setor essencial, não pode haver fechamento total dos estabelecimentos, que permanecem com 30% dos funcionários trabalhando nas áreas de emergência. A próxima assembleia da categoria será em 5 de junho.

A Secretaria da Saúde afirmou desconhecer as negociações.

fonte: Rede Brasil Atual

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