Sindicato acusa Serra de privatizar Sabesp “aos pedaços”

07/12/2009 16:04:00

Privatização tucana

 

Sabesp possui mais trabalhadores terceirizados do que efetivos e áreas importantes estão nas mãos de empreiteiros

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp – já possui mais trabalhadores terceirizados do que efetivos. Como consequência, áreas importantes como as de manutenção de rede, cortes de abastecimento, leitura de hidrômetros e até o programa de caça-fraudes já estão nas mãos de terceiros, denuncia o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo – Sintaema. Segundo o presidente da entidade, Rene Vicente dos Santos, o governador José Serra está submetendo a Sabesp a um processo de privatização “aos pedaços”.

“Hoje a companhia tem aproximadamente 18.000 trabalhadores terceirizados, enquanto os efetivos são 16.000. É uma forma de precarizar as relações de trabalho entregando parte das operações da companhia para empreiteiras”.

Na avaliação do Sintaema, a ampla terceirização da mão-de-obra e de áreas de serviços essências da Sabesp vem comprometendo a qualidade do atendimento ao público – 26 milhões de paulistas a quem a empresa tem que garantir abastecimento de água, mais o serviço de coleta e tratamento de esgoto.

“As empresas terceirizadas não cumprem contrato, deixam obras pela metade, não possuem o mesmo compromisso com a Sabesp que um funcionário com tempo de casa, que hoje só é chamado quando dá problema”, afirma o dirigente sindical.

Neste momento, os trabalhadores mais antigos da empresa estão assombrados pelo risco de perder o emprego. Desde o início do ano, cerca de 1.600 funcionários foram demitidos.

“Em fevereiro, a empresa queria demitir 500 funcionários aposentados que estão na ativa. Entramos na Justiça com uma liminar e conseguimos suspender as demissões. Só que no último dia 27, a companhia conseguiu cassar nossa liminar e estas demissões estão ocorrendo agora. É uma situação muito difícil para quem dedicou uma vida inteira para a empresa”, reclama Rene dos Santos.

Até 2011, segundo o sindicato, o programa de demissões pretende atingir 2.250 trabalhadores aposentados que estão na ativa.

“Com a saída de funcionários com história na empresa, muitas áreas da Sabesp não estão funcionando como deveriam”, denuncia Rene. Ele afirma que alguns setores estão sucateados, com casas de máquinas de pólos de manutenção em situação crítica; que a Sabasp está acumulando equipamentos comprados e abandonados; e que até veículos locados pela companhia estão parados, sem qualquer uso.

fonte: Brasília Confidencial – 7/12/2009 – www.brasiliaconfidencial.inf.br 

 

 

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