Situação de calamidade pública nas prisões paulistas

21/11/2012

Superlotação

Superlotação, condições de higiene precárias, violência física e psicológica constante, segregação social absoluta e ausência de amparo da lei. Essas são as condições em que vive grande parte dos mais de 194 mil presos que estão nas penitenciárias do Estado de São Paulo.

“Além dos presídios lotados, com os detentos na condição praticamente de gado, muitos deles acabam sendo torturados pelos presos mais poderosos da unidade penal”, afirma o coronel da reserva da PM José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança Pública.

O defensor público estadual Bruno Shimizu, coordenador do Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria, diz que não somente os presos sofrem com a situação, mas também suas famílias. “A política do Estado de São Paulo é sempre punir da forma mais penosa possível. Há presas que utilizam miolo de pão no lugar de absorventes, que não são distribuídos. Por situações como essa, algumas famílias são obrigadas a comprometer mais de metade de sua renda com o familiar preso.”

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ressalta que “o primeiro passo para solucionar um problema é jamais escondê-lo da população e não esconder o sol com a peneira”. Cardozo também afirmou que o ministério já destinou R$ 1,1 bilhão para os estados ampliarem as vagas nas penitenciárias.

Os números em São Paulo

. 152 prisões estão sob o comando da SAP (Secretaria de Administração Peniteniária)
. 103.764 vagas as penitenciárias do Estado comportam
. 194.773 pessoas estão presas nessas unidades da SAP
. 91.009 é o déficit prisional paulista
. 34.668 é o atual número de funcionários da SAP
. 33.857 era o número de funcionários da pasta em 2011
. 16 unidades prisionais estão sendo construídas no estado
. R$ 50 mil é o custo de construção de cada cela em um presídio estadual
. R$ 2,5 mil é o custo médio de cada preso nas prisões estaduais

*com informações do jornal Diário de S. Paulo

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