Situação do crack: novo levantamento

08/11/2012

Municípios paulistas

Novo levantamento sobre a situação do crack nos municípios paulistas

Um novo levantamento sobre a situação do crack nos municípios paulistas, desta vez referente ao ano de 2011, está sendo produzido pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, da Assembleia Legislativa, coordenada pelo deputado Donisete Braga.

Até o momento, 299 cidades responderam ao questionário enviado pela Frente Parlamentar. Juntos, estes municípios abrigam uma população de quase 31 milhões de pessoas, ou seja, 74,12% da população do estado.

Para o deputado, já existem dados suficientes para a apresentação do trabalho á sociedade, o que deve ocorrer no início do mês de dezembro. Regiões como a Baixada Santista, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Barretos, Bauru, Campinas e Central se destacam na participação.

O coordenador da Frente disse que este ano foi enviado aos municípios um questionário mais amplo. “Teremos informações sobre o número de dependentes químicos, inclusive crianças e adolescentes, os programas que os municípios adotaram para enfrentar o problema, se já contam com equipamentos públicos na área de saúde para tratar dependentes, entre outras questões”, explicou.

As prefeituras estão respondendo o questionário através do site www.mapadocrack.com.br. Todos os 645 municípios paulistas receberam senha individual alfanumérica de seis dígitos para acessar a página do questionário.

O primeiro levantamento realizado no ano passado contou com a adesão de 325 municípios, que representavam 76% da população do estado. O trabalho comprovou a existência de uma epidemia do crack, afetando principalmente municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes. A maioria deles carentes de equipamentos de saúde e assistência social para enfrentar o avanço do crack.

O questionário

O questionário elaborado pela frente Parlamentar propõe às prefeituras responder questões como número de dependentes, inclusive menores de idade, atendidos no sistema público. Procura saber se as administrações possuem centros de atenção psicossocial, se criaram conselhos municipais antidrogas e se implantaram algum programa exclusive de combate ao crack em 2011.

Além disso, a Frente Parlamentar também procura saber se os municípios estão comprando vagas em comunidades terapêuticas para tratar os dependentes químicos e o montante de gastos que esta medida representa aos cofres municipais. Quer saber sobre os índices de recuperação nos tratamentos bem como as drogas mais presentes, entre outras questões. O sistema ainda permite que os gestores deixem sugestões de políticas públicas.

fonte: Ass. Imprensa – dep. Donisete Braga

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