SP tem maior concentração de moradias precárias

30/09/2014

Descaso

SP tem maior concentração de moradias precárias

Estudos do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, publicada em dezembro de 2013, apesar do déficit habitacional no país ter caiu continuamente entre 2007 e 2012, o Estado de São Paulo do ponto de vista da distribuição geográfica, São Paulo tem o maior número de domicílios em situação inadequada: 1,11 milhão em 2012, um número praticamente igual ao registrado em 2007, de 1,10 milhão.

O estudo do Ipea é baseado nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, e adota uma metodologia desenvolvida pela Fundação João Pinheiro. Essa metodologia utiliza quatro critérios para determinar os casos de déficit habitacional: habitações precárias, que são domicílios rústicos, que não utilizam alvenaria ou madeira trabalhada ou improvisados; coabitação, quando o domicílio abriga duas ou mais famílias que têm intenção declarada de se mudar; ônus excessivo de aluguel, quando o valor da prestação é igual ou superior a 30% da renda familiar; e adensamento excessivo, caracterizado pelo uso permanente de um dormitório por mais de três pessoas.

Em 2009, após muita pressão da Bancada do PT e dos movimentos socais o governo tucano instituiu o Plano Estadual de Habitação, que não passa de um tratado de intenções generalizadas. A falta de investimentos previstos para a CDHU é fato recorrente nos governos tucanos. No período de 2005 a 2012, a companhia deixou de aplicar R$ 4,2 bilhões previstos para investir em habitação.

Nos primeiros dois anos da atual gestão do governador Geraldo Alckmin o setor de habitação perdeu R$ 116 milhões de recursos para investimentos em casas populares. Vale ressaltar que para este ano em curso, no PPA- Plano Plurianual do governador Alckmin ( 2012/2015) os investimentos para revitalização de áreas centrais, urbanização de favelas e intervenções em áreas de risco, somam R$ 19,5 milhões, sendo que desse total, R$ 17,5 milhões, são recursos do governo federal, ou seja, dos recursos direto do Estado Alckmin disponibilizou apenas R$ 2 milhões. (rm)

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