TERÇA-FEIRA (20/12) – Base do governo Alckmin conflagrada

19/12/2017

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*TERRITÓRIO CONFLAGRADO*
A base do governo virou território conflagrado. Grupo do vice-governador, Marcio França, que assumirá o comando do Estado em abril por causa do licenciamento de Alckmin, já disputa com a ala tucana os rumos do governo em 2018. Na Assembleia, o vácuo de liderança gerou clima de grande confusão. A peça orçamentária do ano que vem está no centro da disputa.

*RECEIO TUCANO*
O líder do PT, Alencar Santana Braga, constatou que a disputa para definir a pauta de votação nesta terça reflete o temor das lideranças tucanas de perder o comando na Casa. “O governo de Alckmin está no fim e a base tucana está com receio. No ano que vem, terão um novo governador, que também será candidato. As mudanças parecem que já estão acontecendo por aqui.”

*CHANTAGEM*
Os líderes partidários entraram em consenso para aprovar o PLC 33/17, que reduz o prazo (de 180 dias para 40 dias) para que os docentes contratados por tempo determinado possam celebrar novos contratos de trabalho com o Estado. A matéria afeta diretamente mais de 30 mil professores da categoria O. Porém, o governo fez chantagem com a oposição ao condicionar a votação desse projeto e de outro que trata de gratificações e diárias de membros do Ministério Público à aprovação da urgência para discutir as contas do governador de 2106.

*PEGADINHA*
O deputado Enio Tatto denunciou a “pegadinha” ao público das galerias, dizendo que o PT não vai abrir mão de discutir as contas no tempo regimental, de seis horas. “A chantagem é essa. Esse é o circo montado no dia de hoje aqui na Assembleia”, afirmou.

*RELATÓRIO FALHO*
A sessão da Comissão de Finanças e Orçamento desta terça-feira foi suspensa sem que o relatório sobre a proposta orçamentária de 2018 fosse discutido e votado. A bancada do PT se posiciona contra o parecer do deputado Marco Vinholi e vai apresentar voto em separado. O relatório eleva a receita em R$ 290milhões, não acolhe as 25 emendas propostas nas audiências públicas e faz remanejamento de R$ 153 milhões para emendas. Além disso, o documento apresenta diversas falhas e incorreções.

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