TJ não cumpre data-base do funcionalismo

15/06/2010 11:40:00

Greve

 

Segue a greve dos servidores do Judiciário em São Paulo. Uma audiência de conciliação entre os servidores e o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) está marcada para depois de amanhã, às 14h, mas as possibilidades de acordo são mínimas.

Os grevistas não abrem mão do pedido de 20,16% de reposição salarial e o TJ já avisou que não negocia enquanto durar a greve.

A deputada do PT Maria Lúcia Prandi, que faz parte da comissão de negociação, criticou a posição do TJ. “É um absurdo o Tribunal de Justiça não cumprir a data-base e ainda classificar os dias de paralisação como falta injustificada, em retaliação ao movimento grevista”, afirmou a deputada.

O presidente da comissão de negociação salarial do TJ-SP, desembargador Antonio Carlos Malheiros, criticou, em entrevista à Folha, o empurra-empurra entre o governo e o tribunal sobre a responsabilidade de negociação com os servidores do Judiciário em greve.

“O tribunal diz que é problema do governo, e o governo, que isso é entre Judiciário e servidores. Fica nessa: “não é comigo nem é com você'”, disse o desembargador.

Malheiros avaliou que um dos motivos pelos quais o TJ-SP não consegue resolver o problema é a falta de autonomia financeira da corte.

“Estamos sempre com chapéu na mão, pedindo uma esmolinha pelo amor de Deus, presos aos humores do Executivo. Tá mais bem-humorado, sai; não tá bem-humorado, não sai.” Ele afirmou que o o TJ “deveria ter tomado anteriormente uma posição mais dura em relação ao Executivo”.

O desembargador disse não ver luz no fim do túnel que acabe com a greve.

Os grevistas fecharam ontem, pelo terceiro dia útil seguido, a maior parte dos cartórios do Fórum João Mendes, na região central de São Paulo, obrigando o TJ a suspender novamente os prazos processuais. A suspensão vale também hoje.

O tribunal suspendeu por 15 dias corridos o serviço de solicitação e entrega de certidões cíveis no fórum.

Durante todo o dia, servidores grevistas permaneceram nas portas do prédio para impedir que os colegas entrassem para trabalhar.

 

Com informações da Folha de S. Paulo

 

 

 

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