Trabalhadores da Educação cobram diálogo com secretária estadual

28/11/2007 19:27:00

Audiência pública

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Entidades representativas dos trabalhadores da Educação estadual da ativa e da inativa lotaram o auditório Teotônio Vilela, nesta quarta-feira (28/11), para participarem de audiência pública com a Secretária Estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

 

 

 

Na audiência, presidida pelo deputado petista Roberto Felício, deputados e representantes de entidades tiveram oportunidade de questionar a secretária sobre temas como o sucateamento da rede de ensino estadual; a ilegalidade da contratação de profissionais da Educação pelas APMs – Associação de Pais e Mestres; a questão salarial da categorias; o não cumprimento da data-base; a exigência do fim da política de gratificações e a falta de diálogo do governo do estado com os trabalhadores da educação.

 

 

 

A deputada Maria Lúcia Prandi explicou que o marco legal da educação é a aplicação de uma gestão democrática e reforçou o pedido de diálogo permanente com as entidades representantes dos trabalhadores da categoria. A deputada também perguntou sobre “quais as medidas que a secretaria está tomando para a realização da Conferência Estadual da Educação, em dezembro?”.

 

 

 

Roberto Felício também insistiu na gestão democrática para a recuperação do ensino público e argumentou a necessidade do governo apresentar uma nova metodologia de interação com os funcionários da Educação.

 

 

 

Representando os professores aposentados, Dona Zilda Guerra, falou do descaso com que os inativos são tratados pelo governo tucano. “São praticamente doze anos sem qualquer tipo de política salarial, desrespeito a data-base. Os aposentados ficam em uma situação de mendicância sobre ao Estado. Queremos ser ouvidos pela secretária, dar a nossa contribuição para melhorar a educação em São Paulo”, afirmou Zilda.

 

 

 

Os representantes dos trabalhadores da educação, Luiz Gonzaga, Severiano e Antonio Marcos, contextualizaram que a situação calamitosa da Educação no Estado ao longo dos dez últimos anos reflete uma série de aspectos, entre eles a formação dos professores e capacitação dos demais profissionais da área e a questão salarial. “Com os salários de fome que são pagos aos professores, é impossível fazer uma educação de qualidade, com o professor tendo que fazer uma jornada dupla e tripla”, argumentou Luiz.

 

 

 

“Como diz a secretária Maria Helena, a educação se faz em longo prazo, mas é bom lembrar que o PSDB está há 16 anos no poder e não resolveu nada. Queremos uma reunião com a secretária para tratar da profissionalização dos trabalhadores da Educação, de uma alternativa para o preenchimento de 35 mil vagas na área, acabando com a omissão do Estado na contratação dos funcionários que delegou às APMs – Associação de Pais e Mestres”, ressaltou Antonio Carlos.

 

 

 

A implantação de um calendário para a incorporação de todas as gratificações nos salários e uma solução definitiva para a formação dos professores foram os questionamentos do sindicalista Severiano.-

 

 

 

Os professores foram representados pelo presidente da Apeosp, Carlos Ramiro, que também insistiu que a educação do Estado precisa ser amplamente discutida com a Secretaria de Educação e as entidades dos profissionais da área. “Questão salarial e formação continuada são temas de extrema urgência, que precisam ser discutidos”, ressaltou Ramiro.

 

 

A secretária Maria Helena Guimarães de Castro que iniciou a audiência com uma apresentação de cerca de uma hora sobre o plano de trabalho proposto em sua gestão para a secretaria, concluiu a audiência reconhecendo que a contratação de quadros de apoio pela APMs é um problema que precisa ser resolvido, assim como a necessidade de uma política de valorização da categoria.

 

 

 

Por fim, Maria Helena se colocou a disposição para o diálogo com as entidades em uma reunião de trabalho, mas não definiu data.

 

 

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